sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Profecia ou Revelação XI.


Apocalipse Capítulo XI



.
By google.




1 Foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e foi-me dito: Levanta-te, mede o santuário de Deus, e o altar, e os que nele adoram.
2 Mas deixa o átrio que está fora do santuário, e não o meças; porque foi dado aos gentios; e eles pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses.
3 E concederei às minhas duas testemunhas que, vestidas de saco, profetizem por mil duzentos e sessenta dias.
4 Estas são as duas oliveiras e os dois candeeiros que estão diante do Senhor da terra.
5 E, se alguém lhes quiser fazer mal, das suas bocas sairá fogo e devorará os seus inimigos; pois se alguém lhes quiser fazer mal, importa que assim seja morto.
6 Elas têm poder para fechar o céu, para que não chova durante os dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda sorte de pragas, quantas vezes quiserem.
7 E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra e as vencerá e matará.
8 E jazerão os seus corpos na praça da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado.
9 Homens de vários povos, e tribos e línguas, e nações verão os seus corpos por três dias e meio, e não permitirão que sejam sepultados.
10 E os que habitam sobre a terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão; e mandarão presentes uns aos outros, porquanto estes dois profetas atormentaram os que habitam sobre a terra.
11 E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles, e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram.
12 E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi para cá. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram.
13 E naquela hora houve um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram atemorizados, e deram glória ao Deus do céu.
14 É passado o segundo ai; eis que cedo vem o terceiro.
15 E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: O reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos.
16 E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus,
17 dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, porque tens tomado o teu grande poder, e começaste a reinar.
18 Iraram-se, na verdade, as nações; então veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra.
19 Abriu-se o santuário de Deus que está no céu, e no seu santuário foi vista a arca do seu pacto; e houve relâmpagos, vozes e trovões, e terremoto e grande saraivada.





1. “E FOI-ME dada uma cana semelhante a uma vara: e chegou o anjo,
e disse: levanta-te, e mede o templo de Deus, e o altar, e os que nele
adoram”.


By google.



 “...foi-me dada, uma cana semelhante a uma vara”. Os capítulos 11 a 14 deste livro marcam a última metade da semana profética da visão de Daniel (9.27). Bem como apresenta os vários personagens que estarão envolvidos, desempenhando o seu papel na história humana.

 I Nesses capítulos há sete agentes principais, a saber: (a) A mulher. 12.1; (b) O Dragão. 12. e ss; (c) O menino. 12.5; (d) Miguel, o arcanjo. 12.7; (e) A descendência da mulher. 12.17; (f) A Besta do mar. 13.1; (g) A Besta da terra. 13.11 e ss. Se incluirmos as “duas testemunhas” então haverá um total de nove.
II Necessariamente três coisas devem ser medidas nesta secção: (a) O Templo;
(b) Os que nele adoram:

(Ad. a ): O TEMPLO. Realmente tem havido muitas especulações e debates sobre a hipótese do Templo que será erguido e por quem será erguido (o Anticristo ou judeus?) no local onde hoje se encontram as Mesquitas de Omar e El-Aksa.

Em Ezequiel capítulos 40 a 47, encontramos algo semelhante, onde se descreve a medição cuidadosa do Templo, em todas as suas dimensões. A tarefa, realizada por um mensageiro celeste, foi feita com “...um cordel de linho... e uma cana de medir”. C. Ez 40.3 cena similar aparecer em Jr 31.39 (nestas passagens, a medição é uma providência preparatória para a restauração e a reconstrução do Templo). Em 2Rs 21.13; Is 34.11; Am 7.7, 9; Lm 2.8, a palavra “medição” tem o sentido de “medido para destruição”. Em Ez 40.1 e 41.13 e 44.31 e Zc 2.2-8, encontramos uma medição completa do Templo e de suas cortes. Nestas passagens, medição tem o sentido de “reconstrução”. No presente capítulo, porém, a destruição se destina apenas aos que estão no “átrio que está fora do Templo”, e não dentro do Templo.

(Ad. b): “Quando Israel conquistou a parte velha da cidade de Jerusalém com as ruínas do Templo, em 1967, o velho historiador judeu, Israel Eldad, segundo citações da “Revista Time, teria dito: “Agora estamos no mesmo ponto em que Davi estava, quando libertou Jerusalém das mãos dos jebuseus”. E daquele dia até o momento em que Salomão construiu o Templo passou-se apenas uma geração. Assim também acontecerá conosco”. Recentemente declarou um rabino judeu: “Estamos prestes a ver o grande Templo reconstruído, isto é, o Templo da Grande Tribulação”. E, sendo indagado: Quem o reconstruirá: ele respondeu: o Templo é chamado de “...o Templo de Deus” (Dn 8.11, 14; Mt 24.15; 2Ts 2.4; Ap 11.1), e, evidentemente só os judeus serão autorizados por Deus para sua reconstrução”.

(Ad. c): É sabido hoje que já há projeto em Israel para a construção do novo Templo. “Desde o dia 7 de junho de 1967 foram realizadas 50 tentativas violentas ou diplomáticas para devolver à posse judia o monte do Templo, onde hoje se encontram as Mesquitas de Omar e EL-Aksa, para que possa ser construído o terceiro Templo. No Knesset há defensores da reconstrução do Templo, tanto entre os radicais como entre os liberais”. A força de atração do monte do Templo judaico torna-se cada vez maior, afirma o deputado liberal Penah. Já existe uma escola para preparar jovens israelenses da tribo de Levi, instruindo-os nos rituais antigos dos holocaustos. Essa escola chamada de “YESHIVA AVODAS HAKODESH” (coroa dos sacerdotes) foi fundada pelo Rabi Hirsh Ha-Cohem. Foi inaugurada por ocasião da Festa da Dedicação (chanuka), em dezembro de 1970. As informações mais recentes nos dão conta que no Somete, a 430 metros do local do Templo original conforme os cálculos do Dr. A. Kaufmann, descendente de Arão, os “Kohainim” estudam os procedimentos para o novo Templo, e em Jerusalém Romena David Elbaum já está tecendo as vestes de linho dos sacerdotes exatamente conforme as normas. A organização El Harhasem (monte do Senhor), com sede na nova colônia Shilo, trabalha, em assuntos diferentes à edificação do Templo, em cooperação fraternal com o cristão evangélico Stanley Goldfoot, que com sua organização evangélica igualmente apóia ativamente a reconstrução do futuro Templo”.

(Ad. d) O ALTAR. No Apocalipse o Altar celestial é mencionado nas seguintes passagens (6.9; 8.3, 5; 9.13; 11.1; 14.18; 16.7). Em 11.1, o Altar deve ser o do sacrifício, que ficava no pátio dos sacerdotes. No Apocalipse (ao aludir este ao Templo), aparece um único Altar, em lugar dos “dois” altares do Templo antigo, na terra, mas que incorporava as funções do “Altar do Sacrifício” (o de cobre), que ficava fora do santuário, e as funções do “Altar” do Incenso, perante o véu do Santo dos Santos, pelo lado desse véu. O Altar do presente texto, pode ser, literalmente, aquele do “Templo reedificado”, porquanto não está aqui uma cena celeste, e, sim, terrena.

(Ad. e): OS QUE NELE ADORAM. A meditação nesta terceira colocação, visa à proteção física e espiritual dos fiéis durante o tempo sombrio da Grande Tribulação. Embora os escolhidos (judeus) nesse tempo do fim tenham que sofrer, suas almas não sofrerão qualquer dano. E no que diz respeito aos 144.000 (7.1-8 e 14.1-5), será também preservada a sua integridade física, naqueles dias sombrios para os habitantes da terra. predições contemporâneas indicam que, por essa época, o Templo terá sido reconstruído em Jerusalém, o qual tornar-se-á, uma vez mais, o centro da adoração judaica. Sua medição significa que Deus terá novamente um remanescente para si mesmo, e a esses escolhidos será dada a proteção divina, de natureza espiritual e física.


2. “E deixa o átrio que está fora do templo, e não o meças: porque foi
dado às nações, e pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses”.


By google.

 “...o átrio que está fora do templo”. Segundo o historiador F. Josefo, o
Templo construído (ou reconstruído) por Herodes ocupava à área de um estádio
quadrado, isto é, aproximadamente 14 hectares.

O TEMPLO DE HERODES E SUAS PROÇÕES:
“A = Átrio dos pagãos
B = Átrio das mulheres
C = Átrio de Israel
D = Átrio dos sacerdotes
E = Pórtico
F = Lugar Santo
G = O Santos dos Santos”.

O santuário durante o tempo da Grande Tribulação será protegido de ser derribado; apenas será profanado (cf. Dn 8.14; 11.31; Mt 24.15; 2Ts 2.4); enquanto que o Átrio exterior, como o das mulheres e dos gentios, serão entregues nas mãos das nações gentílicas. No contexto de Lucas 21.24 e Ap 11.2, se depreende que o Átrio do texto em foco, compreende também, a cidade de Jerusalém: observe bem a frase “...e pisarão a cidade santa...”.

I Quarenta e dois meses. Este período que abrange o “pisar” dos gentios é dado em três formas: (a) quarenta e dois meses (aqui e em Ap 13.5). Pensamos que isso aludi à “segunda metade” do tradicional período de sete anos da tribulação; 9b) mil duzentos e sessenta dias (cf. Ap 11.3 e 12.6), que reputamos apontar para o mesmo período; (c) um tempo (um ano) tempos (dois anos), e a metade de um tempo (meio ano) como confirma Daniel 12.7. Todas essas expressões foram tomadas por empréstimos do livro de Daniel para descrever à parte final da Grande Tribulação.

3. “E darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil
duzentos e sessenta dias, vestidas de saco”.




By google. 


 “...minhas duas testemunhas”. Segundo C. F. Wishart a ciência de numerologia, denominada gematria, desenvolveu-se vagarosamente. Quando essa ciência apareceu, os números eram usados para expressar conceitos, idéias e princípios. Segundo conceito oriental, o número “dois”, na simbologia profética trazia a idéia de fortaleza. Dois homens são mais fortes que um, e, se surgir um terceiro, consolida a força (Ec 4.9-12). O número “2” é a duplicação de “1” e representa força. No Antigo Testamento, duas testemunhas eram necessárias para confirmar qualquer fato. Jesus enviava seus discípulos de “dois em dois”, por razoes óbvias. O número aparece no Apocalipse em referência às “duas testemunhas” (11.1 e ss) e às duas “Bestas” (13.1 e ss). Nos dias sombrios da Grande Tribulação, Deus levantará dois grandes personagens. Desse modo, as duas testemunhas surgirão para demonstrar um testemunho de grande poder.

I Profetizarão...vestidas de saco. O pano de saco era a vestimenta tradicional usada pelos profetas de grande poder. Era uma fazenda de fabricação rude e tinha a cor negra (Ap 6.12). O pano de saco usualmente era usado diretamente sobre a pele, para dar desconforto, pois simbolizava o descontentamento com as coisas como elas estavam. “No dizer de Charles: a vestimenta de “cilício” tipifica a natureza sombria da mensagem deles (das duas testemunhas). Era também uma vestimenta que representava aflição. Cf. Gn 37.34; 2 Sm 3.31; 21.10; 2Rs 6.30; Et 4.1-4; Jó 16.15; Sl 30.11; 35.13; 49.11; Is 3.24; 15.3; 20.2; Jr 48.37; 49.3; Am 8.10; Jn 3.5; Mt 11.21”.

4. “Estas são as duas oliveiras e os dois castiçais que estão diante do
Deus da terra”.

 

By google.

 “...as duas oliveiras e os dois castiçais”. As duas testemunhas que devem levantar-se dos mortos têm sido identificadas de várias maneiras. Para alguns comentadores trata-se de: Enoque e Elias (Gn 5.24; 2Rs 2.11), Moisés e Elias (Dt 34.6; Lc 9.30-31; Jd v.9), Josué e Zorobabel (Zc capítulo 4), João e Paulo (Jo 21.22-23 e Fl 1.22-25), o Antigo e o Novo Testamentos, A lei e a graça (Rm 3.21), a Igreja e ao pregador, etc.

I Os dois castiçais. Em Zc 4.14, Deus é o “Senhor de toda a terra”, estando em foco naquela passagem a pessoa do Pai. No versículo 11 do mesmo capítulo há uma pergunta repetida, tornando-a mais específica: “...Que são as duas oliveiras à direita do castiçal e à sua esquerda?”. Existe aqui dois “raminhos de oliveira e dois castiçais”; enquanto que ali “dois raminhos de oliveira e dois tubos de ouro”. E, nos versículos que se seguem o anjo intérprete dar o sentido dizendo: “são os dois ungidos (heb. “os dois filhos de óleo”). Por analogia com outros exemplos do emprego da expressão “filhos de”, o significado é: “cheios de óleo”; isto é uma referência à unção de reis e sacerdotes, como a visão sugere. Nesse caso, segundo se depreende do significado do pensamento, os “dois ungidos” eram, pois, Josué e Zorobabel. Na visão contida em Zacarias, o Castiçal (a Igreja da Lei) representava Israel restaurado, e as “duas oliveiras” os dois grandes elementos na vida nacional, a Realeza e o Sacerdócio, refletidos respectivamente por Josué e Zorobabel.

II Para aqueles que defendem Moisés e Elias como sendo as duas testemunhas, seguem o seguinte pensamento: “A “Lei” é a Luz”. Por conseguinte, Moisés é associado a um dos candeeiros (cf. Pv 6.23). Mas a profecia também é luz, o que justifica a missão de Elias. O Antigo Testamento consiste da “lei e dos profetas”, e assim a mensagem de Deus para a humanidade (cf. Lc 16.16). “Moisés e os profetas” (Jo 5.39) testificam de Cristo. E no ministério das duas testemunhas fá-lo-ão de maneira especial, cumprindo uma missão especifica. (Comp. Ec 3.15).

III Para nós a interpretação contida no 2º ponto é muito lógica, mas não se coaduna com o argumento principal. Na passagem de Zacarias (4.12), as duas oliveiras, são os dois líderes que “vertem de si ouro”. Isso significa que eles “vertem de si azeite dourado”. O que mostra que seu testemunho será de grande “valia” (1 Sm 3.1). Aqui, porém, as duas testemunhas serão, dois grandes vultos levantados por Deus, exemplificando: Moisés e Arão que foram usados na corte do monarca Faraó durante um período sombrio de angústia. As duas testemunhas cumprirão a vontade de Deus à risca do seu propósito, e cumprirão a sua missão durante o tempo da Grande Tribulação. O próprio Deus, as observa, protege e se utiliza delas. A missão que receberam ser;a atribuída e provada pelo Senhor eterno.

5. “E, se alguém lhes quiser fazer mal, fogo sairá da sua boca, e
devorará os seus inimigos; e, se alguém lhes quiser fazer mal, importa que
assim seja morto”.


By google. 
 “...fogo sairá da sua boca”. No Apocalipse o fogo sempre está em foco,pois este vocábulo ocorre 17 vezes. Este versículo diz alguma coisa sobre a identidade das duas testemunhas. “Foi Elias quem teve autoridade sobre essa substância da natureza, e Moisés de igual modo. Moisés e Elias apareceram no monte da Transfiguração falando com Jesus (Mc 8.4). Mas não precisamos pensar que são eles os dois profetas retornado à terra; dois profetas escatológicos personificarão estes dois grandes profetas, assim como João Batista personificou Elias”. Mt 11.14; 17.10-13. Os dois grandes personagens têm as mesmas características ministeriais de Moisés e Elias; mas não serão Moisés e Elias, mais sim, terão seus ministérios, em razão de o Espírito de Deus ser o mesmo (Nm 11.17, 25 2Rs 2.9, 15; 1Co 12.4).

I “Cremos que naquela época (da Grande Tribulação) Deus levantará dois grandes profetas dentre os pregadores do “Evangelho do Reino” (um judeu e um gentio), que cheios de poder e autoridade de Deus, anunciarão a mensagem do juízo, com o mesmo poder e operação de maravilhas como aqueles dois grandes homens de Deus, no tempo em que estiveram na terra”. No Antigo Testamento, Moisés converteu as águas em sangue (Êx 7.19) e Elias fechou o céu para que não chovesse (Tg 5.17); ambos estiveram com Jesus no monte da Transfiguração (Mt 17.3); ambos tiveram seus ministérios interrompido (Nm 20.12 e 1Rs 19.16).

6. “Estes têm poder para fechar o céu, para que não chova, nos dias
da sua profecia; e têm poder sobre as águas para converte-las em sangue, e para ferir a terra com toda a sorte de pragas, todas quantas vezes quiserem”.


By google.

 “...poder para fechar o céu”. Como já tivemos ocasião de focalizarmos acima, os profetas escatológicos seguem paralelamente Moisés e Elias em seus ministérios: Elias fez descer fogo do céu diante dos profetas de Baal e os dois capitães (1Rs 18.38 e 2Rs 1.10, 12, 14); Moisés fez também maravilhas com fogo, na terra do Egito. (Cf. Êx 9.23). Têm poder para fechar o céu, para que não chova, nos dias da sua profecia; Elias fez isso por três anos e meio na terra de Israel (1Rs 17.1, 14; Tg 5.17, 18). E têm poder sobre as águas; lembra Moisés e Elias nas seguintes passagens: (Êx 7.19 e ss; 14.15 e ss; 15.23 e ss; 17.1 e ss; Nm 20.11 e ss; 2Rs 2.8 e ss). Elias fez também chover (Tg 5.18). Têm poder para converter as águas em sangue (v.6); lembra Moisés na terra do Egito (Êx 7.19-25). Ferir a terra com toda a sorte de pragas; lembra Moisés ferindo o Egito com as 10 pragas enviadas àquela nação (Êx 7.12). Moisés, mesmo sendo perseguido pela espada de Faraó, Deus o conservou com vida até ao dia de sua partida para a eternidade; Elias, foi também preservado por Deus da fúria de Jezabel; o mesmo acontecerá com os dois personagens do Senhor, serão guardados em vida, durante 42 meses (1.260 dias); depois devem morrer para que o seu testemunho tenha um maior valor (cf. Hb 9.17).

7. “E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do
abismo lhes fará guerra, e os vencerá, e os matará”.


By google. 

 “...a Besta que sobe do abismo”. Embora tenhamos nos referido já tantas vezes ao personagem a ser estudado no capítulo 13, a Besta, esta é a primeira das 35 menções desse nome no Apocalipse. A expressão “sobe do abismo” (11.7 e 17.8), entretanto, desde já revela a origem do seu poder: o rei do abismo. O Anticristo se queixa em aversão à pessoa de Deus, que estes “dois profetas” tinham atormentado os que habitam sobre a terra (cf. v.10). A Besta, portanto, tem todas as características de um homem mau. Faraó queixou-se de Moisés por causa do povo (Êx 5.4, 5), e Acabe chamou o profeta de “O perturbador de Israel” (1Rs 18.17). É evidente que durante seu testemunho, nos 1.260 dias, essas duas testemunhas, estarão cercadas, em oposição, por magos e encantadores, agentes do Anticristo. No Egito, Janes e Jambres, os dois magos de Faraó resistiram a Moisés (Êx 7.10, 11 e 2Tm 3.8); por magia negra reproduziram vários milagres operados por Moisés. Só depois que Deus capacitou Moisés para realizar milagres que eles não puderam reproduzir. Elias sofreu também oposição dos falsos profetas de Baal e Asera na corte acabiana (1Rs 18.19-40). O que existiu nos antigos impérios mundiais existirá aqui também no governo cruel do “homem do pecado”, ele estará cercado de “magos e encantadores” (Dn 8.23; Ap 13.11 e ss).

8. “E jazerão os seus corpos mortos na praça da grande cidade que
espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde o seu Senhor também foi
crucificado”.


By google. 

 “...jazerão os seus corpos mortos”. Finalmente a Besta matará as duas
testemunhas! Elas cairão onde caiu seu Senhor! Não é o servo maior do seu Senhor.
Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós (Jo 15.20).

I NA PRAÇA DA GRANDE CIDADE. O termo “grande cidade”, neste livro, é termo técnico para indicar a cidade de “Roma” (a Grande Babilônia). Cf. 16.19; 17.18; 18.10, 16, 18, 21); essa cidade é chamada também de “Grande Babilônia”, em Ap 14.18 e 16.19; 17.5; 18.2. Mas, a do texto em foco, não se refere à cidade de Roma, mas, sim, à cidade de Jerusalém que espiritualmente se chama Sodoma e Egito (cf. Dt 32.32; Is 1.9; Jr 23.14; Ez 16.46, 49, 55). Vários escritores renomados afirmam que Jerusalém é assim chamada. Sodoma e Egito são lugares representantes de profunda iniqüidade. O Egito é o contínuo símbolo do mundanismo e da maldade opressiva, e Jerusalém, a cidade do grande Rei, é assim denominada por causa de sua iniqüidade. Dela disse o Senhor: “Importa, porém, caminhar hoje, amanhã, e no dia seguinte, para que não suceda que morra um profeta fora de Jerusalém” (Lc 13.33). Evidentemente, as duas testemunhas serão mortas numa das “praças principais” de Jerusalém. Naquela que fica em frente da “porta das águas” (Ed 8.13)? ou numa que circunda o Calvário? Certamente nesta
última (Ec 3.15).


9. “E homens de vários povos, e tribos, e línguas, e nações verão seus
corpos mortos por três dias e meio, e não permitirão que os seus corpos
mortos sejam postos em sepulcros”.


By google.

  “...verão seus corpos mortos por três dias e meio”. Os corpos das duas
testemunhas jazerão expostos ao relento na “praça da grande cidade” por três dias e meio. Os cadáveres das duas testemunhas serão rejeitados a tal insulto, a fim de prolongar a alegria feroz dos seguidores do Anticristo, por vê-los mortos. Até Jesus foi dado um sepultamento descente e honroso, apesar do ódio que as autoridades religiosas dos judeus lhe votavam. Nesse particular, a perseguição contra as duas testemunhas ultrapassará em ferocidade à perseguição contra o seu Senhor.

I  Não permitirão que os seus corpos mortos sejam postos em sepulcros. “O sepultamento conferido aos mortos era questão de grande importância e honra no mundo antigo. Mas negar o sepultamento indicava a ignomínia na memória deste mundo e penalidade no mundo vindouro. As duas testemunhas serão tratadas como os assassinos dos sumos sacerdotes Amano e Jesus, na sétima década”. Certamente os espectadores, que evidentemente simpatizarão com o Anticristo (comparar com Ap 16.12), incluirão tanto pagãos quanto judeus.


10. “E os que habitam na terra se regozijarão sobre eles, e se
alegrarão, e mandarão presentes uns outros; porquanto estes dois
profetas tinham atormentado os que habitam sobre a terra”.


By google.

 “...os que habitam na terra se regozijarão sobre eles”. Os dois personagens serão reconhecidos publicamente durante o reinado cruel da Besta. Isso nos faz lembrar de Moisés e Elias enquanto viveram aqui na terra. eles foram reconhecidos como homens de grande poder diante de Faraó e Acabe.
I Porquanto estes dois profetas tinham atormentados os que habitam sobre a

terra. como já tivemos ocasião de focalizar em notas anteriores, sobre o paralelismo profético entre as duas testemunhas e Moisés e Elias respectivamente, o aparecimento de Moisés e Elias dentro da “septuagésima semana” da visão de Daniel (9.27) seria indispensável trazendo “o testemunho de Lei (Moisés) e dos profetas (Elias)”. No livro de Malaquias capítulo 4. 4 Deus exorta seu povo para “lembrar da lei de Moisés”, e no versículo seguinte diz: “...Eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor”.

II O Dr. Larkin, representante da escola futurista, interpreta literalmente as passagens (Ml 4.4 e Mt 17.11). Ele então acha que se trata de Moisés e Elias; e explica que, segundo Malaquias 4.5-6, Elias vai voltar como arauto do grande e terrível dia do Senhor. Isto não se teria cumprido em João Batista, diz Larkin, porque ele só anunciou a primeira vinda de Cristo e os julgamentos. Ele foge às afirmativas de Cristo em Mt 11.1-14 e 17.11-13, de que João era Elias, achando que Jesus quis significar com essa expressão que João seria Elias, se o mundo recebesse o Reino; o mundo rejeitou a Jesus e ao Reino, portanto, João não seria Elias!

III  Os discípulos, quando desceram do monte da Transfiguração, interrogaram a
Jesus dizendo: “porque dizem então os escribas que é mister que Elias venha primeiro?”. (Mt 17.10); “E Jesus respondendo, disse-lhes: Em verdade Elias virá primeiro, e restaurará todas as coisas” (Mt 17.11). Estas afirmação de Jesus a seus discípulos é interpretada no versículo 12 da mesma secção: “Mas digo-vos que Elias já veio, e não o conheceram, mas fizeram tudo o que quiseram...”. observe agora bem a frase: “Então entenderam os discípulos que lhes falara de João Batista” (v. 13). No livro de São Mateus 11.14 fica terminantemente esclarecido o cumprimento desta profecia sobre a vinda de Elias, quando Jesus dá testemunho de João dizendo: “Em verdade vos digo que, entre os que de mulher têm nascido, não apareceu alguém maior do que João Batista... E, se quereis dar crédito (à profecia e ao que esclareço aqui), é este (João Batista) o Elias que havia de vir”. (Mt 11.11, 14).

 

IV  Cremos que a profecia de Malaquias sobre Elias teve seu cumprimento na pessoa de João Batista que veio no “...espírito e virtude de Elias” (Lc 1.17). Mesmo estando escrito em Hb 9.27: “E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo”. Não é uma limitação ao supremo poder pessoal de Deus: vemos isso pelos vários casos de ressurreição referidos na bíblia (1Rs 17.17 e ss; 2Rs 4.18 e ss; 13.20 e ss; Mc 5.35 e ss; Lc 7.11 e ss; Jo 11.43 e ss; At 9.36 e ss; 20.9 e ss). Também não é referido a morte de vivos quando forem arrebatados, mas apenas sua transformação. Na interpretação de Hb 9.27 devemos, pois, ter presentes todos esses fatos.

11. “E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de
Deus, entrou neles; e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor
sobre os que os viram”.


By google.
  “...o espírito de vida, vindo de Deus”. A ressurreição destes dois
profetas foi produzida por toque de Deus. Deus é a fonte de toda a vida. O que foi feito, não poderá sê-lo sem uma intervenção divina. “Sua ressurreição e ascensão produzira profunda impressão sobre os judeus. Nunca mais poderão negar a more, e a ressurreição e a ascensão destes dois personagens. Dessa maneira, as duas testemunhas realizarão seu propósito principal mediante a sua morte, do mesmo modo que Jesus”. No versículo seguinte, as testemunhas são convidadas por uma voz, quiçá a voz de Cristo: “...Subi Cá”! A ascensão de Cristo foi realizada na presença de sues amigos. (cf. At 1.9). Assim aconteceu também com Elias, o Tisbita (2Rs 2.11). Mas a ascensão destas duas testemunhas ressurretas deu-se à vista de seus inimigos (11.12). O Dr. Hough, diz que “o último capítulo sempre é escrito nos céus. Assim mediante a ressurreição das duas testemunhas, elas serão “justificadas” aos olhos do mundo. O testemunho delas será considerado, então, veraz, idôneo, verdadeiro e eficaz...”.

12. “E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: Subi cá. E
subiram ao céu em uma nuvem: e os seus inimigos os viram”.

 


By google.
 “...Subi Cá”. Como já ficou demonstrado em notas expositivas feitas em outros versículos; as duas testemunhas do Senhor, seguem, paralelamente todos os passos ministeriais de Moisés e Elias. No caso de Moisés, é dito que uma nuvem o escondeu enquanto falava com Deus , em benefício do povo israelita, de acordo com o que se lê em os escritos de F. Josefo. No caso da Transfiguração, nos é dito que ‘...uma nuvem luminosa os cobriu” (Mt 17.5). A voz que chamou as duas testemunhas para o céu, até certo ponto ela é paralela à “voz do Arcanjo” que convocará a Igreja para os céus no dia do arrebatamento (1Ts 4.16). Mas, é evidentemente que, nesta passagem deve ser a voz do Pai ou do Filho que está em foco! Diante daquela voz audível e visual, as duas testemunhas “...subiram ao céu em uma nuvem”. A “nuvem é de ocorrência comum nas passagens bíblicas que falam sobre “arrebatamento” ou “ascensão”. Pode-se ver isso no caso de Jesus (At 1.9) e no caso do arrebatamento da Igreja (1Ts 4.17). A “nuvem” também está associada aos pronunciamentos divinos, em relaçoes públicas repentinas (cf. mt 17.5; Mc 9.7; Lc 9.35). Daniel viu o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu (Dn 7.13). As nuvens estão associadas também ao andar de Deus (Sl 18.9 e ss; Na 1.3). Há uma nuvem de glória que circundou a ascensão, que circundará a volta de Cristo e o arrebatamento da Igreja. Não são apenas partículas de água. Trata-se de uma “nuvem de glória” do poder de Deus.

13. “E naquela mesma hora houve um grande terremoto, e caiu a
décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; e
os demais ficaram muito atemorizados, e deram glória ao Deus do céu”.


By google.
 

 “...um grande terremoto”. Um terremoto, denominado “grande” por causa da destruição assustadora, faz com que um décimo da cidade seja arrasada e 7.000 homens pereçam. Pensamos que isso ocorrerá literalmente e não apenas como símbolo. Em 11 de maio de 1927, houve um grande terremoto em Jerusalém; o epicentro registrou-se na região oriental da cidade, e abriu uma grande fenda no monte das Oliveiras. Os místicos contemporâneos também predizem que em breve acontecerá um tremendo terremoto em Jerusalém. Na palavra “décimo” temos a designação da população da cidade de Jerusalém no tempo da Grande Tribulação. As predições indicam que, apenas 70.000 homens habitarão ali. Nos dias do profeta Elias Deus “reservou” para si “7.000 homens” que não sofreram a espada ferina de Jezabel (1Rs 19.18). Aqui a situação se reverterá de forma versátil: sete mil perecerão.

I A cidade em referência é Jerusalém e não Roma como tem sido defendido por alguns. “O terremoto tem sido uma forma de expressão de julgamento divino. No livro do Apocalipse, quando os juízos de Deus são derramados sobre a terra, não podiam faltar os terremotos. Há cinco deles mencionados, e alguns no plural: 6.12; 8.5; 11.13, 19; 16.18”.

14. “É passado o segundo ai; eis que o terceiro ai cedo virá”.


 By google.

 

“...o segundo ai”. De acordo Donald D. Turner o vocábulo “ai” é uma tradução de uma palavra onomatopaica do grego: “ouai...ouai...”, que se pronuncia “...uhai...”. Os três “ais” são pela ordem a quinta, a sexta e sétima trombetas (9.1 e ss; v.13 e ss; 11.15 e ss). A expressão “cedo virá” normalmente fala sobre a “Parousia” (ou segunda vinda de Cristo), como se vê no próximo versículo, ainda que tudo isso não seja tudo quanto está envolvido. Este terceiro “ai” haverá, segundo se diz, de ter lugar quase imediatamente. O toque da sétima trombeta foi adiado (não quanto ao tempo) pelos interlúdios retratados em (10.1 a 11). A cena inteira é duplicação, com a aprovação divina em tudo! O propósito de Deus, nesse terceiro ai ainda vindouro, visa igualmente a provocar a queda da “grande (c) O reino dos céus se tornará o reino de Deus quando Cristo entregar o Reino a Deus, o Pai. 1Co 15.24-28”. Assim no toque da sétima trombeta, o reino dos céus (o Milênio) entrará na terra com poder e grande glória.

7ª trombeta

15. “E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes
vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do
seu Cristo, e ele reinará para o sempre”.


By google.
 



(VER A CONSUMAÇÃO DESTE FLAGELO EM APOCALIPSE 16.17, QUE DIZ: “E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo, dizendo: Está feito”).
 “...Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu
Cristo”. O toque da sétima trombeta já tinha sido predito pelo “anjo do livrinho

aberto”, em Ap 10.7 que diz: “Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta, se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas seus sevos”.

O grande segredo aqui mencionado é o estabelecimento do reino de Deus sobre a terra, que começará com o reino milenial de Cristo (20.1-6), o qual, após o julgamento final, passará para o Reino Eterno de Deus. O reino de Deus e de Cristo é um só. Em Ef 5.5, encontramos menção ao “reino de Cristo e de Deus”.


By google.

 

I Nas páginas dos evangelhos encontramos comumente duas expressões similares! “O Reino de Deus” e o “Reino dos Céus”. O Reino dos Céus pode ser o Reino de Deus. Mas o Reino de Deus não é, necessariamente, a mesma coisa que o Reino dos Céus. O termo “Reino de Deus” é usado apenas quatro vezes em Mateus (12.28; 19.24; 21.31, 43). Enquanto que “Reino dos Céus” é encontrado trinta e duas vezes em Mateus. O Dr. C. I. Scofield mostra a diferença entre “Reino de Deus” e “Reino dos Céus” da seguinte maneira:

(a) “O reino de Deus é universal, incluindo todas as criaturas voluntariamente sujeitas à vontade de Deus, sejam os anjos, a Igreja, ou os santos do passado e futuro (Lc 13.28, 29; Hb 12.22, 23), enquanto que o reino dos céus é messiânico, mediatorial e davídico, e tem por alvo o estabelecimento do reino de Deus sobre a terra. Mt 3.2; 1Co 15.24, 25.

(b) Entra-se no reino do Deus somente pelo novo nascimento (Jo 3.5-7), mas o reino dos céus é a esfera da profissão que pode ser verdadeira ou falsa. Mt 13.3 e 25.1, 11, 12.

(c) Visto que o reino dos céus é a esfera terrestre do reino de Deus universal de Deus, os dois têm quase tudo em comum. Por este motivo muitas parábolas e outros ensinos são referidos ao reino dos céus em Mateus e ao reino de Deus em Marcos e Lucas. Mas as omissões ou acréscimos são significativos...”.

(d) O reino de Deus não vem com aparência exterior (Lc 17.20) mas é maiormente interior e espiritual (Rm 14.17); enquanto que o reino dos céus é orgânico, e será, manifestado com glória na terra. Zc 12.8; Mt 17.2; Lc 1.31-33; 1Co 15.24.

(c) O reino dos céus se tornará o reino de Deus quando Cristo entregar o Reino a Deus, o Pai. 1Co 15.24-28”. Assim no toque da sétima trombeta, o reino dos céus (o Milênio) entrará na terra com poder e grande glória. 




16. “E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos
diante de Deus prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus”.


By google.

  “...prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus”. O trecho do
Apocalipse 4.10 é um paralelo próximo a esta passagem; pois ali também os vinte e quatro anciãos; os quatros animais viventes é que se prostram diante de Deus, e o adoram com palavras de louvor.
I Os anciãos têm os seus próprios tronos e as suas próprias coroas. De modo místico isso fala do poder que tem o crente de reinar com Cristo (Mt 19.28). O senhorio de Cristo assumirá suas dimensões apropriadas à face da terra. até mesmo os céus hão de expressar agradecimento à pessoa do filho de deus na era futura. O propósito de Deus também será realizado que é: “De tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra” (Ef 1.10). Será um tempo em que o próprio filho de Deus, resigna seu reinado mediante em relação ao Pai, para que Deus seja “tudo em todos”. Posteriormente, porém, Cristo também é concebido como “tudo em todos” (Ef 1.23; Cl 3.11). Esse reino será eterno. Comparar com Dn 2.44; 7.14, 27; Lc 1.33; Ele jamais será destruído ou passará a outro povo!

17. “Dizendo: Graças te damos, Senhor Deus Todo-poderoso, que és, e
que eras, e que hás de vir, que tomaste o teu grande poder, e reinaste”.


By google.

 “Todo-poderoso”. É uma frase comum referindo-se à pessoa do Senhor,que figura cerca de 50 vezes nas páginas do Antigo Testamento. Neste livro do Apocalipse, cerca de 8 vezes a frase é inserida (1.8; 4.8; 11.17; 15.3; 16.7, 17; 19.15; 21.22). EL (‘~el), que deriva de uma raiz que indica força ou poder, e com esse sentido o termo é aplicado no Antigo Testamento aos homens, e mesmo abstrato às coisas, bem como a Deus. Quando aplicado à Deidade o vocábulo é freqüentemente ligado a algum tal como “Todo-poderoso”. El-Shadai, Deus Todo- poderoso. Num conceito amplo, em todas as línguas semíticas, a idéia do divino expressa-se mediante a raiz el (em acadiano ilu, em árabe ilah, que combinado com o artigo, faz allah), cujo significado básico parece ser poder. Para os semitas, Deus é sempre o Ser Todo-poderoso e conseqüentemente, a mesma idéia passou para a Igreja Cristã Primitiva. Deus não só é o Todo-poderoso, mas também: fiel (1Co 1.9; 10.2 Co 1.18), sábio (Rm 16.27), verídico (Jo 3.33; Tt 1.2); misericordioso (Rm 2.4), justo mesmo em sua ira (Rm 11.22), da paz (Rm 15.33; 16.20; 1Ts 5.23; Hb 13.20), da esperança (Rm 15.13) da consolação (2Co 1.3), do amor (2Co 13.11). Finalmente: “Deus é Amor” (1Jo 4.8).

18. “E iraram-se as nações, e veio a tua ira, e o tempo dosmortos,
para que sejam julgados, e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra”.


By google.
 
 “...iraram-se as nações”. A primeira “ira” que vem aqui é a das nações e a segunda é a de Deus. Já tivemos a oportunidade de tocar no assunto “Ira de Deus” em Ap 6.17. Isso reterá o simbolismo de Ap 14.8 (o juízo da cólera de Deus), o “cálice da sua indignação” (referido em Ap 14.10). O juízo divino é assim pintado como uma bebida terrível e de fogo, que os ímpios são forçados a beber, o que causa entre eles devastação total. A expressão “ira de Deus” é comum no Apocalipse, geralmente usada sem o simbolismo do “cálice” ou do ato de beber: (6.16), a ira do cordeiro; (6.17), o grande dia da ira; (11.18), tua ira; (12.12), grande ira; (14.10), vinho da ira; (15.7), as salvas da ira; (16.1), as taças da ira; (19.15), a fúria da ira do Deus Todo-poderoso.

I O tempo dos mortos. O julgamento dos mortos ainda é futuro, mas esta vinculado às recompensas dos justos. O reinado de Cristo garante que os mortos serão julgados e que os santos serão galardoados, e que aqueles que estiveram destruindo a terra serão destruídos. Isso anunciado agora, mas o processo todo talvez requeira mil anos. Porquanto será somente no fim do reinado milenial de Cristo que todos os ímpios da terra serão destruídos. A “ira de Deus”, que já foi mencionada, fará exatamente isso. Deus destruirá aos destruidores. Esta referência é alusiva a Satanás e seus anjos. São eles que destroem os primórdios da criação. O poder de Deus fará descer a “ira”, primeiramente contra os homens físicos, e então, quando do julgamento das almas. Porém, Satanás e seus sequazes serão também destruídos no “Lago de Fogo” (Mt 25.41; Ap 20.10).

19. “E abriu-se no céu o templo de Deus, e a arca do seu concerto foi
vista no seu templo: e houve relâmpagos, e vozes, e trovões, e terremotos
e grande saraiva”.


By google.

 “...A Arca do seu concerto”. A Arca da Aliança era uma caixa portátil que media aproximadamente (um metro e vinte e cinco centímetros de comprimento por setenta e cinco de altura). Suas verdadeiras dimensões encontram-se em Êx 37.15. As Escrituras nos informam que durante a caminhada no deserto os sacerdotes levaram a Arca sobre seus ombros. Fala-se dela na passagem do Rio Jordão (Js capítulo 1). Depois em Siló (1Sm 5.1). Em Betel (Jz 20.27); em Bete-Áven (1Sm 14.18, 23); na terra dos filisteus por sete meses (1Sm 6.10. Ali ele percorreu os seguintes lugares: na casa de Dagom (1Sm 5.2); na cidade de Asdode (1Sm 5.7); na cidade de Gate (1Sm 5.8); na cidade de Ecrom (15.10). Em 1Sm 6.15-21 fala-se do retorno da Arca da terra dos filisteus para Bete-Semes. Daí ela foi transferida para Quiriate-Jearim (1Sm 7.1). Passou 20 anos aí. Três meses em casa de Obede- Edom (2Sm 6.10-13); daí para Jerusalém (2Sm 6.12-16). Originalmente ela ficava no tabernáculo. Posteriormente, foi transportada para o Templo de Salomão (1Rs 8.4- 8). Não sabemos determinar pela ordem cronológica, mas um tempo ela esteve em Nobe (1Sm 21.1-11). E em Gibeão (1Cr 21.29).


I A Arca tinha vários nomes dependendo da expressão momentânea da “Arca do Senhor”, “Arca da aliança do Senhor” (Dt 10.8), e “Arca do Testemunho”. Ignoramos quando e porque desapareceu a Arca. A Arca. A despeito da menção tardia de (2Cr 35.3), a desaparição deve ter ocorrido, o mais tardar, sob o reinado de Josias. Provavelmente, desapareceu quando os babilônios tomaram Jerusalém, em 586 a.C. Jeremias fala de um fragmento dela em seus dias (Jr 3.16). Há uma tradição que diz que Jeremias a ocultou numa caverna que lhe servia de habitação no monte Sinai onde devia permanecer até a restauração da Arca no Templo celeste indica que o tempo da restauração messiânica chegou (11.19 e 15.5). 


by you tube.





clique para o próximo capítulo.



.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A Profecia ou Revelação X


Apocalipse capítulo  X




 By google.

1 E vi outro anjo forte que descia do céu, vestido de uma nuvem; por cima da sua cabeça estava o arco-íris; o seu rosto era como o sol, e os seus pés como colunas de fogo,
2 e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra,
3 e clamou com grande voz, assim como ruge o leão; e quando clamou, os sete trovões fizeram soar as suas vozes.
4 Quando os sete trovões acabaram de soar eu já ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, que dizia: Sela o que os sete trovões falaram, e não o escrevas.
5 O anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita ao céu,
6 e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o qual criou o céu e o que nele há, e a terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não haveria mais demora,
7 mas que nos dias da voz do sétimo anjo, quando este estivesse para tocar a trombeta, se cumpriria o mistério de Deus, como anunciou aos seus servos, os profetas.
8 A voz que eu do céu tinha ouvido tornou a falar comigo, e disse: Vai, e toma o livro que está aberto na mão do anjo que se acha em pé sobre o mar e sobre a terra.
9 E fui ter com o anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Disse-me ele: Toma-o, e come-o; ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel.
10 Tomei o livrinho da mão do anjo, e o comi; e na minha boca era doce como mel; mas depois que o comi, o meu ventre ficou amargo.
11 Então me disseram: Importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e reis.

1. “E VI outro anjo forte, que descia do céu, vestido de uma nuvem; e
por cima da sua cabeça estava no arco celeste, e o seu rosto era como o
sol, e os seus pés como colunas de fogo”.



By google.

“...vi outro anjo”. A começar por Ap 4.1, o autor sagrado passou a escrever e a falar como se estivesse no céu, contemplando os acontecimentos como se estivesse ali. Agora ele se acha de volta a terra, porquanto viu o “anjo forte, que descia do céu”. O leitor deve observar que, entre a sexta e a sétima trombetas temos um parêntese impressionante na secção tópica, na qual João viu: o anjo forte, o livrinho, uma cana semelhante a uma vara, as duas testemunhas e o terremoto. Observando que os paralelos literários têm tais descrições acerca ou de Deus ou do Filho do Homem, muitos crêem que somente Cristo pode estar em foco nesta visão. Outros eruditos opinam porém, que a pessoa desta visão não seja o Cristo. O anjo forte é visto em plena “tribulação” e não há qualquer evidência (segundo eles) de que Cristo descerá a “terra” nesse período. Verdade é que, a palavra “outro anjo” – que aparece nas seguintes passagens (7.2; 8.3-5; 10.1; 14.15, 17; 18.1). É ele simplesmente outro anjo ou é alguém especial? Sempre que se usa a frase “outro anjo”, no Apocalipse, especialmente nas passagens citadas usa-se a palavra grega allos – outro da mesma espécie. Muitos expositores acreditam que a expressão, implica a presença de Cristo ou de Deus em forma Angélica. Para nós este anjo é o Senhor. Antes da abertura de sétimo selo, Ele aparece na sua dignidade sacerdotal (8.3) agora, antes do toque da sétima trombeta, aparece da mesma forma, como “anjo forte”.

I  Vestido de uma nuvem. “Observe o aspecto deste personagem augusto. A claridade do sol brilha em suas feições, e toda a ira do fogo queima em seus pés. Veja o seu vestido! Sua veste é composta de nuvens, e a cortina do céu flutua sobre seus ombros. O arco-íris serve-lhe de diadema, e o que circunda o céu num circulo glorioso é ornamento de sua cabeça. Contemple sua altitude! Um pé está sobre o oceano e o outro descansa sobre a terra. A terra larga e extensa e o mundo das águas sevem de pedestais destas colunas poderosas. Considere sua ação!...”.

II  O arco celeste. A luz que rebrilhava de seu ser formava um “arco-íris”. Já tivemos ocasião focalizar sobre o símbolo do “arco-íris” em notas expositivas em Ap 4.3. Supomos que isso continua a simbolizar a “esperança”, tal como o arco-íris, quando do término do dilúvio, indicou o fim do castigo universal por meio da água. Essa descrição do arco-íris segue a regra que quando Cristo é mencionado, alguma frase especial sempre está em foco. Aqui, entretanto, é acrescentado o arco-íris, que é o sinal do propósito divino de redimir e não de destruir o mundo e a raça humana.

III O seu rosto era como o sol. Assim também, está declarado em Ap 1.16; ali é dito que a “fisionomia” de Cristo era brilhante “...como o sol, quando na sua força resplandece”. O Dr. R. N. Champrin, Ph, D. diz que isso significa: “poder, majestade e glória são assim simbolizados. O sol também é o doador da vida, mediante sua luz e calor. Cristo é a “luz do mundo”; e também comparado ao “sol da justiça” (Ml 4.2)”.

IV Seus pés como colunas de fogo. A expressão “pés como colunas de fogo” foi tirada do texto grego de (Nestlé-Marshaall). Poucas versões registram” pernas como colunas de fogo”. Tendo em vista, provavelmente, o aspecto, o aspecto de “colunas”. De qualquer forma, as idéias se completam no conjunto: perna e pé. O autor sagrado tem em mente a firmeza de Cristo ao aludir seus pés ou pernas como colunas. Os trechos de Ez 1.7 e Dn 12.7; são paralelos da passagem em foco. Em Ap 1.15, Cristo é descrito como quem tem “pés como latão reluzente”, e quase exatamente o mesmo sentido está contido aqui.

2. “E tinha na sua mão um livrinho, e pôs o seu pé direito sobre o mar,
e o esquerdo sobre a terra”.


 “...um livrinho aberto”. Tal como diz em Ap 5.1, 7. A mão do anjo na qual estava o livrinho, provavelmente, era a “direita” conforme se depreende de Dn 12.7 e o contexto do quinto versículo desta secção. Devemos observar que os livros que trazem mensagens no apocalipse são primeiramente vistos na mão de Deus Pai (5.1); depois passam para a mão de Cristo (5.7); depois, para a mão de um anjo (cf. 1.1 e 22.16); e finalmente, para a mão de João (10.10).

I  Pôs o seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra. “O pé direito de Cristo está sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra (10.2). Nesta figura audaz e gráfica que João nos dá do anjo forte, ele é apresentado como uma figura colossal com um pé na terra e o outro no mar. Como Senhor da criação, ele domina a cena por completo”. Três vezes o anjo forte é retratado como estando de pé sobre o mar e a terra (10.2, 5, 8), e esta repetição denota a ênfase divina. À Besta que tinha dois chifres se levantará da terra (13.11 e ss): a Besta com sete cabeças e dez chifres se levantará do mar (13.1e ss). Isso significa apenas poder parcial, em contraste com a pessoa de Cristo, pois sua mão divina alcança todos os limites do universo (cf. Mt 28.18). Seus pés sobre o mar e terra, significa domínio total de toda região (Dt 11.24; Js 1.3; Sl 8.6). Ele é Senhor do mar e da terra; é capaz de por-se de pé sobre uma vasta área; a mensagem que Ele traz alcançará toda a humanidade. Nada haverá de provincial ou localidade nesta mensagem que não seja atingida. O imenso domínio desse anjo aumenta com a descrição de sua “majestade” e “poder”.

3. “E clamou com grande voz, como quando brama o leão: e havendo
clamado, os sete trovoes fizeram soar as suas vozes”.



By google.

“...clamou com grande voz”. Já tivemos ocasião de falar sobre ‘grande voz” em Ap 1.15b e alhures. Em alguns lugares ela indica uma proclamação em voz forte, clara, poderosa e compreensiva, que necessariamente chama a nossa atenção e exige algo de nós. Isso pode ser comparado com o versículo 15 do primeiro capítulo: a voz de muitas águas; capítulo 5.2 (outra voz forte como a do presente texto); capítulo 6.10; 8.13 e várias outras passagens. O termo “voz”, associado a visões diversas, aparece 46 vezes no Apocalipse (ver notas expositivas sobre isso em 1.15b. p.2)

I  Os sete trovoes. Os trovoes não foram proferidos pelo anjo forte, porque suas vozes seguiam o seu clamor. No texto em foco, os sete trovoes fizeram ecoar suas vozes como se fosse um eco retumbante de “améns” ao brado do anjo forte. Para alguns expositores do Apocalipse o simbolismo dos sete trovoes provavelmente depende literalmente do trecho do sl 29.3-9. Ali é descrito a voz de Deus, em sete aspectos, semelhante a trovão, a qual fala de vários “eventos estremecedores”. Por causa do artigo definido “os” e do número “sete”, as vozes dos sete trovoes têm sido interpretadas, como uma totalidade de vozes, a saber: (a) “A voz do Senhor ouve-se sobre as águas...”. V. 3; (b) “A voz do Senhor é poderosa...”. V. 4; (c) “A voz do Senhor é cheia de majestade...”. V. 4; (d) “A voz do Senhor quebra os cedros...”. V. 5; (e) “A voz do Senhor separa as labaredas do fogo...”. V. 7; (f) “A voz do Senhor faz tremer o deserto...”. V. 8; (g) “A voz do Senhor faz parir as cervas...”. V. 9. (Ver notas expositivas sobre isso no v. seguinte).

4. “E, sendo ouvidas dos sete trovões as suas vozes, eu ia escreve-las,
e ouvi uma voz do céu, que me dizia: Sela o que os sete trovões falaram, e
não o escrevas”.





By google.


 “...Sela o que os sete trovões falaram”. O Apóstolo João entendeu muito bem o sentido da voz dos sete trovões, porém a exemplo de Paulo, lhe foi vedado escrever ou revelar a mensagem (cf. 2Co 12.4). O Trovão é símbolo de aviso, tanto neste livro como fora dele. Em outras passagens preliminares em que ocorrem trovões (8.5) e 11.19 e 16.18), são anúncios prévios de juízos da ira divina, o que provavelmente, se dá aqui também. No Apocalipse o trovão do hebraico “estrondar”. Ocorre 10 vezes neste livro.


I Os intérpretes históricos fazem suas interpretações neste ponto, a despeito do fato que a voz dos trovões foi “selada”. A noção mais comum entre eles é que os sete trovões falam sobre as “sete cruzadas cristãs”, que teriam por finalidade liberta a Terra Santa do domínio pagão. Cremos que essa forma de interpretação está dentro da lógica formal, mas não se coaduna com o argumento principal. O trovão no mundo antigo, era tido como uma “voz divina” de advertência. A voz de Deus, em muitos casos, se fazia ouvir como se fora um trovão: alguns compreenderiam o seu sentido, e outros não, tal qual temos em Jo 12.28-29. Observamos que os trovões neste livro do Apocalipse marcam o início e o fim de algum juízo (8.1, 5). Portanto, enquanto esses trovões são sete ou anunciam sete juízo separados, embora indefinidos (os quais sobrevirão durante o tempo da Grande Tribulação), eles introduzem o juízo da sétima trombeta (11.15). Novamente, quando do juízo da “sétima taça”, haverá trovões (16. e vs. 17, 18). Tal como no caso da identificação dos “trovões”, cremos que também é inútil especular por que essa visão não foi desvendada. O futuro haverá de deixar tudo claro.


5. “E o anjo que vi estar sobre o mar e sobre a terra levantou a sua
mão ao céu”.

By google.


“...levantou a sua mão ao céu”. Esta passagem é paralela à de Daniel(12.7), onde o “homem vestido de linho, que estava sobre as águas do rio... levantou a sua mão direita, e a sua mão esquerda ao céu, e jurou por aquele que vive eternamente...” Em razão deste juramento, feito pelo anjo do pequeno livro, alguns expositores acham que não seja o Cristo que está em foco nesta secção. Invocam para tal forma de interpretação Hebreus 6.13, que diz: “...quando Deus fez a promessa a Abraão, como tinha outro maior por quem jurasse, jurou por SI mesmo”; E, conseqüentem ente, Jesus sendo Deus (defendem eles), não podia jurar por outro, como fez o anjo do presente capítulo. Nosso ponto de vista nesta passagem é: Jesus levantando sua mão ao céu e jurando em nome do Pai, simplesmente: “jurou por SI mesmo” (cf. Jo 14.10, 11, 28). Portanto, isso diminui sua autoridade divina de ser igual a Deus e, sim de honrá-lo. A fim de proferir um juramento, como era costumeiro, talvez mostrando o “livrinho” que trazia na mão direita, levantou-se ao “céu”, lugar da habitação de Deus, chamando-O por testemunha


I  “A mão está levantada para a altura das estrelas; ele fala, e as regiões do firmamento ecoam com acentos poderosos assim como o deserto à meia-noite ressoa com o rugir do leão. A artilharia do céu é descarregada como sinal; um troar de sete trovoes espalha o alarme e prepara o universo para receber suas ordens. Para completar o quadro, e dar a mais elevada grandeza e também maior solenidade à representação, do significado do pensamento, ele jura por aquele que vive para todo o sempre”.


6. “E jurou por aquele que vive para todo o sempre, o qual criou o céu
e o que nele há, e a terra e o que nele há, e o mar e o que nele há, que
não haveria mais demora”.

By google.


 “...aquele que vive para todo o sempre”. A eternidade de Deus é
incluída no juramento do elevado poder angelical. Se define eternidade quanto aquilo que é infinito quanto ao tempo. O termo quando aplicado a respeito da pessoa de Deus, se refere a sua auto-existência, não conhecendo limites de anos ou de tempos passados, presentes ou futuros. Ele é duma eternidade a outra. “É duração, sem princípio nem fim; existência, sem limites ou dimensões, em qualquer tempo, sem passado ou futuro. Sua eternidade é juventude sem infância ou velhice; vida sem nascimento ou morte; é hoje, sem ontem ou amanhã”. A eternidade de Deus, é sem dúvida alguma, um sempiterno presente, ligando o hoje do tempo como se fosse o amanhã da eternidade. O Deus da Bíblia é o único que é absolutamente eterno, pois Sua existência não conhece princípio ou fim. Nesse sentido, a eternidade é um atributo peculiarmente Seu, e, no trono que permanecerá para todo o sempre. Ele há de permanecer para sempre em majestoso isolamento. Não há outro ser semelhante a Deus! Deus Filho também há de permanecer!


7. “Mas nos dias da voz do sétimo anjo, quando tocar a sua trombeta,
se cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus
servos”.

By google.


(VER O CONTEXTO DESTE VERSÍCULO EM APOCALIPSE 11.15, QUE DIZ: “E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grande vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo...”).
 “...O segredo de Deus”. O Dr. Young define a palavra “mistério” como o que é somente do iniciado. Todos os espiritualmente iniciados podem compreender muitos mistérios das Escrituras (cf. 1Co 13.9-12). Usado exclusivamente no Novo Testamento (cerca de 27 vezes), João emprega a palavra quatro vezes:


I (a) O mistério das sete estrelas. Ap 1.20; (b) O mistério de Deus. Ap 10.7; (c) O mistério da grande Babilônia. Ap 17.5; (d) O mistério da Mulher. Ap 17.7. E além dos mistérios já abordados, temos, por exemplo: o mistério da Igreja (Ef 3.3); há o “mistério” da Redenção de Cristo, mediante a sua presença em nós (Cl 1.26). O “mistério” do presente texto é sem dúvida o que Paulo falou em Efésios (1.10), onde o grande desejo de Deus é “...congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tantas as que estão nos céus como as que estão na terra”. É, evidentemente, o estabelecimento do reino milenial de Cristo sobre a terra com poder e grande glória (cf. Ap 11.15 e ss).


8. “E a voz que eu do céu tinha ouvido tornou a falar comigo, e disse:
Vai, e toma o livrinho aberto da mão do anjo que está em pé sobre o mar e
sobre a terra”.


By google.
  “...toma o livrinho aberto”. A palavra “mar” literal ou figurada, ocorre cerca de 25 vezes no Apocalipse (4.6; 5.13; 7.1, 2; 8.8 (duas vezes), 9; 10.2, 5, 6, 8; 12.12; 13.1; 14.7; 15.2 (duas vezes); 18.17, 21; 20.8, 13; 21.1). Mas, nesta secção, o que chama a nossa atenção é a palavra “mar” citada antes da palavra “terra”, em lugar do habitual feito neste livro (cf. 7.1-3; 12.12; 13.11; 14.7; 21.1). É impossível interpretação satisfatória a todos nesta passagem; mas no sentido figurado, o “mar” citado em 13.1, é tomado como a parte primordial do mundo da Besta, enquanto que “terra” no versículo 11 do mesmo capítulo, indica a Palestina ou a Terra Santa. Assim, pois, ter o anjo colocado em primeiro lugar o seu pé sobre o mar, significa: o controle total do filho de Deus, sobre qualquer avanço das forças do mal, no mundo da Besta. Este versículo faz-nos retornar diretamente à cena de Ezequiel 2.1 e 3.3, que é uma passagem paralela à que esta em foco. As predições deste profeta, tal como o livro do Apocalipse, contém muitos itens lamentáveis de condenação, tragédia e ameaças para uma geração futura. No livro de Ezequiel, porém, é dito somente que o livro era doce, mas que a mensagem ali contida era amarga.


9. “E fui ao anjo, dizendo-lhe: Dá-me o livrinho, e ele disse-me: Toma-
o, e come-o, e ele fará amargo o teu vente, mas na tua boca será doce
como mel”.

By google.


 “...fará amargo o teu vente”. “Várias vezes nas Escrituras, a Palavra de Deus é comparada com alimento que deve ser assimilado. Portanto, o sentido inerente do texto, deve ser o mesmo sentido das palavras de Jesus em Jó 6.51-56, onde a “carne do Filho do homem” é comida, e seu “sangue” é bebida, que conforme se depreende do versículo 35, significa no pensamento de Jesus: Tomar posse da vida eterna. Ezequiel, como João, experimentou uma profecia doce- amarga (Ez 2.8 e 3.1-3). Da mesma forma, o profeta Jeremias teve de consumir a palavra da revelação divina (Jr 15.16)”. Para João, o comer, significa tomar posse da mensagem profética e transmiti-la de acordo com a vontade diretiva de Deus (cf. Jr 15.16; Ez 3.4; Ap 10.11). Notemos que primeiro o anjo disse: “...ele fará amargo o teu vente”. E no versículo 10 João diz primeiramente: “...na minha boca era doce como mel”. Parece a ordem lógica: o anjo, ao entregar o livrinho, preveniu-o do amargo, para evitar a João a frustração após a doçura do mel.

10. “E tomei o livrinho da mão do anjo, e comi-o; e na minha boca era
doce como mel; e, havendo-o comido, o meu vente ficou amargo”.

“...tomei o livrinho”. Ele não deve ser interpretado como sendo o mesmo do capítulo 5: o livro selado (ainda que esteja já aberto como no v. 8); mas pode ser a continuação do mesmo M. S. S. Novah diz o que segue: “O Antigo Testamento foi escrito em hebraico e aramaico e essas línguas não poderiam ter uma palavra significando livro como entendemos atualmente...”. O vocábulo foi usado pela primeira vez por S. Crisóstomo no 4º século, embora se tenha também notícia que, o uso mais antigo de TA BIBLIA (‘os livros’) pelos cristãos, com esse sentido, segundo se diz, foi iniciado EM 2 Clemente 14.2 (c. de 150 d.C.) Onde lê-se as seguinte frases: “...os livros e os Apóstolos declaram que a Igreja Primitiva tem existido desde o principio”. Dispunham, entretanto, das palavras significando “escritura” e “rolo”. João, escrevendo em grego, usou a palavra “biblos’ (de onde se origina “bíblia’’ e “biblioteca”), que veio a indicar o livro em sua forma moderna. Este do presente capítulo é retratado pelo anjo como sendo “pequeno”, embora sua mensagem fosse grande como o universo todo.

11. “E ele disse-me: Importa que profetizes outra vez a muitos povos,
e nações, e línguas e reis”. 

By google.

“...importa que profetizes outra vez”. Nada é dito sobre o pequeno rolo– o livrinho aberto. Expositores renomados pensam tratar-se do livro por excelência aberto a todos os “povos, e nações, e línguas e reis”: A Bíblia. Talvez essa, a pequena parte entregue a João, profetizando a todos os povos e cuja compreensão está hoje aberto a todos os que a escutam, seja o Apocalipse! Se assim for, não fechemos o grande livro de Deus.


I  povos, e nações, e línguas e reis. Essa enumeração com leves variações, vista no texto em foco, tem sentido de “universalidade”, aplicável a todos os seres humanos; acha-se também sete vezes no Apocalipse, em diversas conexões (5.9; 11.9; 13.7; 14.6; 17.15) e, ao mesmo tempo, aponta para o “retorno” de João da “Ilha de Patmos” (1.9) com uma nova mensagem a toda a criatura. Neste versículo, “reis” aparece em lugar da palavra usual, “tribo”. Provavelmente, como observa o Dr. R. N. Champrin, Ph, D isso é uma antecipação de Ap 17.10, 12. Assim sendo, Cristo, ao voltar, será governante de todos os reis e príncipes da terra, pois é “Rei dos reis, e Senhor dos senhores” (19.16). Alguém pode perguntar: Não era João tão velhinho? Teria ainda condições para grande caminhadas? Para transpor os mares em busca de nações e reis? Teria ainda forças para profetizar diante de muitos povos e línguas? O Apóstolo não sabia. Mas escreveu. E aí estão as palavras do versículo (“11”)! Em quase todas as línguas do mundo, João está falando hoje. E assim tem falado diante de muitos povos, nações, línguas e reis!. 


By you tube.


Clique para o próximo capítulo.




.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

A Profecia ou Revelação.


Apocalipse Capítulo IX
 


By google.


1 O quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caíra sobre a terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo.
2 E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como fumaça de uma grande fornalha; e com a fumaça do poço escureceram-se o sol e o ar.
3 Da fumaça saíram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o que têm os escorpiões da terra.
4 Foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm na fronte o selo de Deus.
5 Foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem. E o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere o homem.
6 Naqueles dias os homens buscarão a morte, e de modo algum a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles.
7 A aparência dos gafanhotos era semelhante à de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia como que umas coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens.
8 Tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como os de leões.
9 Tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído de carros de muitos cavalos que correm ao combate.
10 Tinham caudas com ferrões, semelhantes às caudas dos escorpiões; e nas suas caudas estava o seu poder para fazer dano aos homens por cinco meses.
11 Tinham sobre si como rei o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom e em grego Apoliom.
12 Passado é já um ai; eis que depois disso vêm ainda dois ais.
13 O sexto anjo tocou a sua trombeta; e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro que estava diante de Deus,
14 a qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos que se acham presos junto do grande rio Eufrates.
15 E foram soltos os quatro anjos que haviam sido preparados para aquela hora e dia e mês e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens.
16 O número dos exércitos dos cavaleiros era de duas miríades de miríades; pois ouvi o número deles.
17 E assim vi os cavalos nesta visão: os que sobre eles estavam montados tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões; e de suas bocas saíam fogo, fumaça e enxofre.
18 Por estas três pragas foi morta a terça parte dos homens, isto é, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre, que saíam das suas bocas.
19 Porque o poder dos cavalos estava nas suas bocas e nas suas caudas. Porquanto as suas caudas eram semelhantes a serpentes, e tinham cabeças, e com elas causavam dano.
20 Os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras das suas mãos, para deixarem de adorar aos demônios, e aos ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar.
21 Também não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos.


5ª trombeta

1. “E O QUINTO anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu
caiu na terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo”. 

By google.

“...vi uma estrela que do céu caiu na terra”. Devemos observar que
João não percebeu a queda da estrela; mas viu-a já caída do céu. Uma chave lhe é
dada; o anjo toma-a a usa para abrir o “poço do abismo”.

I Observemos que a descrição do juízo da quinta trombeta que é o primeiro “ai”, em sua descrição, ocupa um espaço de onze versículos, porquanto há completa descrição da invasão por parte das hostes infernais, e aquilo que elas são. O espaço extraordinariamente grande dado a essa visão, deve-se à tremenda modificação, para pior, que isso trará para a humanidade. O quadro geral deste juízo divide-se em três partes, a saber: (a) descrição geral, vs. 1 a 6; (b) descrição específica dos gafanhotos infernais, vs. 7 a 10; (c) descrição do “anjo do abismo”. O rei dos gafanhotos, v. 11. O presente juízo neste capítulo, começa com a queda de “uma estrela”. A palavra “estrela” que freqüentemente, aparece nas Escrituras, não tem sentido uniforme, mas versátil; pode significar um homem (cf. Gn 37.9 e Ap 1.20) ou um angelical, santo ou decaído, dependendo do contexto. No presente texto porém, a “estrela” significa o próprio Satanás, que é o “anjo do abismo”. (Ver v.11). No livro do profeta Isaías 14.12 há uma passagem paralela à do texto em foco: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filha da alva! Como foste lançada por terra, tu que debilitavas a nações!”. Os anjos da Bíblia, especialmente na poesia, são chamados de “estrelas (cf. Jó 38, e Ap 12.4-9). Neste versículo ela é, pois, um ser pensante, um anjo decaído, Satanás o opositor de Deus e dos homens.

2. “E abriu o poço do abismo, e subiu fumo do poço, como o fumo de
uma grande fornalha, e com o fumo do poço escureceu-se o sol e o ar”.

By google.

(VER A CONSUMAÇÃO DESTE FLAGELO EM APOCALIPSE 16.10, QUE DIZ: “E O QUINTO anjo derramou a sua taça sobre o trono da besta, e o seu reino se fez tenebroso...”).
 “...escureceu-se o sol e o ar”. Deve ser observado que, no primeiro estágio ou introdução deste juízo “escureceu-se o sol e o ar”. Na sua consumação porém, conforme descrita no capítulo 16.10, o reino da Besta “se fez tenebroso; e eles (seus súditos) mordiam as suas línguas de dor”. Porém, tanto no início como na consumação: o mundo habitável foi mergulhado na “escuridão”.

I O poço de abismo. Alguns estudiosos traduzem também por “fenda do abismo”, isto é, porque grego “phear” tem esse sentido. O poço do abismo aqui referido, não quer dizer apenas “o abismo” (sentido comum), mas “o poço do abismo”, isto é, “o mais interior da cova” (cf. Ez 32.23), ali pois, por expressa ordem de Deus, estão encarcerados os poderosos que zombaram de Deus na “terra dos viventes”. Ezequiel diz que, sete nações desceram ali e que “seus sepulcros foram postos no mais interior da cova” (cf. Ez 32.18, 21 e ss). Nas epístolas de Pedro e Judas, encontramos anjos ali aprisionados (2 pd 2.4 e Jd v. 6). No contexto teológico, e bíblico, esse é um lugar chamado de “região tenebrosa e melancólica, onde se passa uma existência consciente, porém e inativa”; longe de Deus (2Sm 22.6; Sl 9.17). “Há uma tradução entre os escritos judaicos que diz: Originalmente, o poço do abismo era reputado como o lugar que abrigava “os espíritos em prisão”; mas ali viveram apenas como “sombras” a vaguearem ao redor”.

II Hades. “O escondido”. A palavra encontra-se em Mt 11.23; 16.18; Lc 16.23;
At 2.27, 31; Ap 1.18; 6.8 e ss); é o equivalente de Sheol do Velho Testamento. O Dr. C. I. Scofield chama a nossa atenção para dois pontos importantes: (a) “Antes da ascensão do Cristo, as Escrituras dão a entender que Hades consistia de duas partes, os lugares dos salvos e dos perdidos, a primeira chamada “Paraíso” e o “Seio de Abraão”, ambas as expressões vêem do Talmud dos judeus, mas foram empregadas por Jesus e Paulo, em Lucas 16.22 e 23.43; 2Co 12.1-4, conscientes e eram “consolados” (Lc 16.25). O ladrão crente havia de estar nesse mesmo dia com Cristo no “Paraíso”. Os perdidos eram separados dos salvos por “um grande abismo” (lc 16.26). Um homem que representa os perdidos do Hades, é o rico de Lucas (16.26). Ele era consciente, senhor de todas suas faculdades, memória, etc. e “em tormento”. (b) Hades “depois” da ascensão de Cristo. No que diz respeito aos não salvos, a Escritura não revela nenhuma mudança no seu lugar ou estado. No julgamento do Grande Trono Branco, Hades comparecerá ali; sua missão será, entregar os “mortos que nele havia”. Serão julgados, e passarão ao “Lago de Fogo e de Enxofre” (Ap 20.13, 15). No contexto de Lucas 16.23, o “Paraíso” é retratado como estando “acima” do Hades. Isso é observado nas próprias palavras: “E no Hades (o rico), ERGUEU os olhos...”. Quanto ao “Paraíso” houve uma mudança. Paulo foi arrebatado ao terceiro céu... ao Paraíso (2Co 12.1-4). O Paraíso, pois, agora está imediata presença de Deus, “debaixo do Altar”, em “frente do trono” (cf. Ap 6.9 e 7.9, 15). Entende-se que (Ef 4.8-10) indica a ocasião da mudança: “Subindo ao alto, levou cativo o cativeiro”. Acrescenta-se imediatamente que Ele (Cristo) tinha primeiro “descido às partes mais baixas da terra?”, isto é, à parte do Hades que era o Paraíso. As almas que foram mortas durante o período sombrio da Grande Tribulação, são imediatamente colocadas debaixo do altar que evidentemente, é parte do Paraíso (Lc 23.43; Ap 6.9 e ss). Durante o período atual os salvos que morreram estão “ausentes do corpo e presentes com o senhor.

3. “E do fumo vieram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder,
como o poder que têm os escorpiões da terra”.

By google.
 
 “...vieram gafanhotos”. Os terríveis gafanhotos mencionados nesta secção não são os pequenos animais, mas os anjos decaídos que, por expressa ordem de Deus estão aprisionados em escuridão (cf. 2Pd 2.4 e Jd v.6). São seres espirituais do mundo tenebroso; mas não são demônios (ver At 23.8), e que, durante este período de encarceramento, perderam o seu estado de configuração e, são apresentados com um aspecto terrível. No sexto versículo da epístola de Judas, vermos os anjos caídos ali aprisionados em cadeias eternas, na escuridão exterior, esperando pelo julgamento do grande dia. Pode-se considerar que isso acontecerá quando da “Parousia”, ou, provavelmente, no fim do Milênio, quando for instaurado o julgamento do Grande Trono Branco (cf. 2Tm 4.1; Ap 20.11 e ss). Na segunda epístola de Pedro, há também menção de anjos presos nas “cadeias da escuridão, ficando reservados para o juízo”. (cf. 2Pd 2.4). Seja como for, ali no ‘poço do abismo” estão os gafanhotos infernais devidamente equipados, com suas armas destruidoras contra aqueles que viverem no “tempo do fim”.

4. “E foi-lhe dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura
alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm na
suas testas o sinal de Deus”. 

By google.

“...E foi-lhe dito que não fizessem dano à erva da terra”.Este versículo tem seu paralelo na passagem de Joel (2.3): “Diante dele (do exército de gafanhoto) um fogo consome, e atrás dele uma chama abrasa; a terra diante dele é como o jardim do Éden, mas atrás dele um desolamento; sim, nada lhe escapará”. No Antigo Testamento, a invasão de gafanhotos era uma punição terrível de Deus (cf. Êx 10.12 e ss). Essa idéia teológica de fundo o autor do Apocalipse a desenvolve com riqueza de pormenores. Esses anjos rebeldes, como já ficou definido acima, são vistos no presente texto, como sendo gafanhotos infernais. Eles não formaram a nuvem, mas saíram dela. No dizer de Charles: “Os gafanhotos (animais) foram a oitava praga do Egito. Mas estes são diferentes dos gafanhotos ordinários da terra: terão ferrões nas caudas, como se fossem escorpiões. Com os ferrões é que feriam, e não com a boca, como fazem os gafanhotos naturais; na realidade, foram proibidos de tocar nas árvores ou em qualquer erva verde”.

I Os gafanhotos naturais não têm rei (cf. Pv 30.17), esses porém, têm “sobre si, rei, o anjo do abismo” (v.11). Observemos ainda dois pontos focais nesta secção: (a) O texto em foco, diz que, os gafanhotos são seres inteligentes, discernem, pois receberam ordem exclusivamente para não tocar “...à erva da terra, nem a verdura, alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm nas suas testas o sinal de Deus”. O autor alude ao trecho de (Ap 7.1 e ss). Ali, os quatro anjos guardiões das forças da natureza, são proibidos de danificar as “verduras”, até que sejam assinalados “os servos” de Deus. Aquele capítulo passa, então, a descrever os 144.000: (b) “Assim como Israel, no Egito, escapou das pragas que puniam aos seus vizinhos egípcios, assim também o novo Israel (144.000) será isolado dos ataques dos gafanhotos que emergirão do abismo”.


5. “E foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco
meses os atormentassem; e o seu tormento era semelhante ao tormento
do escorpião fere o homem”.


 “...cinco meses”. Esta expressão é repetida no versículo dez do presente
capítulo. É a extensão normal da vida de um gafanhoto ordinário.

I  Focalizemos dois pontos importantes na presente secção: (a) as
interpretações históricas; (b) os gafanhotos literais:

(aa) Algumas interpretações históricas pensam que esse número simboliza um período muito mais longo, pois cada dia seria igual a um mês ou algum outro período de tempo. Em seguida procuram encaixar o resultado em algum evento histórico, usualmente de caráter militar, como o ataque dos sarracenos, sob Maomé, ou como os ataques posteriores, que assaltaram o Egito, a Palestina, a Síria, Constantinopla e outros lugares. Nesse caso, os “gafanhotos” seriam os próprios “sarracenos”. Essa maneira de interpretar o texto, dificilmente se coaduna com a tese principal. Sendo dias proféticos, assim um dia representava “um ano” (cf. Nm 34.14 e Ez 4.6), afiançando que esse tempo está envolvido entre 612 a 762 d.C.

(bb) Os gafanhotos literais nascem na primavera e morrem no fim do verão (de maio a setembro); exatamente cinco meses. Durante esse tempo, ele se mostra ativo, e qualquer destruição por ele produzida, tem lugar cinco meses. A praga dos gafanhotos sobrenaturais durará também “cinco meses”. Esse espaço de tempo, é mencionado nas Escrituras com um sentido especial; nele Deus trouxe o dilúvio “sobre o mundo dos ímpios”. Exatamente “cinco meses”: (de 17 do mês segundo;

maio, ao dia 17 do sétimo mês: setembro), prevaleceram as águas na terra (cf. Gn 7.11 e 8.4). Exatamente “cinco meses”. As Escrituras são proféticas e se combinam entre si em cada detalhe! “Aqui notamos a preocupação de poupar a vida aos homens, conservando-lhes a possibilidade de arrependimento, embora sob o aguilhão da dor. Tiveram um prazo, porém, não buscaram a vida, mas inutilmente procuraram a morte”.

6. “E naqueles dias os homens buscarão a morte, e não a acharão; e
desejarão morrer, e a morte fugirá deles”.


I. “...e a morte fugirá deles”. O versículo em foco, tem seu paralelo no livro

do profeta Joel (2.6): “Diante dele (do exército de gafanhotos) temerão os povos; todos os rostos são como a tisnadura da panela”. Os gafanhotos infernais receberam poder semelhante ao dos escorpiões. Os viajantes do Oriente Médio, onde os escorpiões são comuns, precavêem-se destas criaturas, que muitas vezes são encontradas debaixo de pedras soltas e em ruínas, pois suas ferroadas são severas e doridas quando perturbados. Esta arma de ataque é um instrumento de dor excruciante, perturbação mental e até mesmo a morte. No livro de Jó (3.21) encontramos homens amargurados de ânimo procurando a morte: “...que esperam a morte, e ela não vem: e cavam em procura dela mais do que tesouros ocultos”. Esta é a única passagem nas Escrituras em que a morte foge dos homens, ao invés de o homem fugir da morte. Os homens da quinta trombeta se transformarão num verdadeiro comando suicida, porém seus intentos serão frustrados, pois a morte estará presa durante aqueles dias. O sofrimento dos homens chegará a uma intensidade tal, durante a Grande Tribulação, que a humanidade em geral concordará que mais vale a pena morrer, o que será uma avaliação pervertida da morte. Isso lembra-nos das palavras de Heródoto ao relatar o relatório de artabano e Xerxes: “Não há nenhum homem, entre esta multidão ou noutro lugar, que seja tão feliz que nunca tenha sentido o desejo – e não digo apenas uma vez, mas muitíssimas vezes de estar morto, e não vivo. As calamidades nos sobrevêm, as enfermidades nos assediam e desesperam, fazendo com que a vida, embora tão curta, pareça longa. Assim também a morte, mediante a miséria da nossa vida, é o mais doce refúgio de nossa raça”. O pecado leva o homem a esse extremo; esse é o resultado da queda no pecado: eles vivem nele; e sua recompensa é a “morte” (cf. Rm 6.23 e ss).

7. “E o parecer dos gafanhotos era semelhante ao de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia umas como coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens”.

 “...o parecer dos gafanhotos’. Este versículo e os três que se seguem,
sito é, (8, 9, 10) descrevem nove pontos (ou caracteres) importantes na descrição
geral dos temíveis gafanhotos:
I  (a) “Cavalo aparelhados para a guerra”. Sugestivamente, certas línguas, levadas pelo aspecto da cabeça do gafanhoto, dão-lhe nome que sugere o cavalo (Cavalleta = italiano; Heupferd ou cavalo de feno = alemão, etc.). A descrição dos “animais” é horripilante e hedionda; João nada viu na terra que pudesse realmente dentificar-se com essas criaturas vinda do mundo exterior. Teve de servir-se dos mais desconexos elementos comparativos para descrever-lhes a monstruosa aparência. Eles são vistos equipados; Isso indica que eles pertenciam a uma “Ordem de Guerreiros” vindo do “poço do abismo”. O cavalo é rápida e forte, e produz a morte sem misericórdia (cf. Jó 39.19-25; Sl 33.17; 147.10). “Terrível é o fogoso respirar das suas ventas” (Jó 39.20). Sendo que, essas criaturas são mais ainda em grau supremo!

(b) “Coroas semelhantes ao ouro”. Os gafanhotos descritos por João, trazem algo parecido “como coroas”, em contraste com expressão em Apocalipse 4.4; 6.2; 12.1 e 14.14. Alguns intérpretes observam que as cabeças dos animais terminam em forma de “Coroa”, como se fossem de ouro. A passagem em foco, nos leva a pensar que, os gafanhotos pertenciam a uma “ordem real” do “poço do abismo”, por cuja razão “tinham si, rei”. O rei dos terrores! (Jó 18.18 e Ap 9.11). São seres animalescos de natureza bestial!

(c) “Seus rostos eram como rostos de homens”. No paralelismo de Joel 2.7, os temíveis animais, andarão como se fossem homens: “Como valentes correrão, como homens de guerra subirão os muros; e irá cada um nos seus caminhos e não se desviarão da sua fileira”. Os rostos semelhantes aos de homens dessas horas espirituais, sugerindo inteligência e capacidade humana, dar-lhes-ão terror adicional. Alguns estudiosos aceitam isso literalmente, como se dá no caso dos intérpretes históricos. “São homens”, dizem eles, “como sarracenos”. Porém, para nós, essa forma de interpretação não se harmoniza com aquilo que é depreendido do texto em foco. Segundo um rabino; A expressão: “rostos como de homens”. Significa “uma face irada” (Pv 25.23) e dura de ser encarada como a “pederneira” (Ez 3.9).

8. “E tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes
eram como de leões”.

By google.

“...cabelos como de mulheres, etc”. O presente versículo da seqüência
ao versículo anterior:
I  (d) “Tinham cabelos como de mulheres”. Entre os comentaristas são seguidas várias interpretações sobre a presente expressão: (a) porque as antenas dos gafanhotos sugerem isso, conforme pensam alguns intérpretes, como diz um provérbio árabe: “o gafanhoto tem cabeça de cavalo, peito de leão, pés de camelo, corpo de serpente e antenas como cabelos de mulheres”. Algumas traduções trazem: “cabelos longos como de uma moça”. Seja como for, neles havia algo feminino. (b) Ou então, conforme poderíamos esperar, os “sarracenos” usavam os cabelos compridos, segundo dizem os intérpretes históricos e em muita das vezes foram confundidos por alguém como se fossem mulheres. (c) Eram monstros cabeludos como são descritos por Isaías 13.21: “...e os sátiros pularão ali”. Isto é, “sã’ir” – Lv 17.7; 2Cr 11.15. O termo significa “cabeludo” e aponta para o demônio como sendo um sátiro: demônio feminino da noite, etc. (d) Para outros (talvez a forma predominante) “Eram seres destituídos dos elevados padrões morais como bem pode ser contemplado numa figura de retórica: “...rapazes escandalosos”, cf. 2Rs 22.47 e 1Co 11.4, 7, 14.

(e) “Seus dentes eram como de leões”. Esta figura é emprestada de Joel (1.6 e ss), onde uma nação hostil é comparada à ameaça de uma praga de gafanhotos, que, destruiria toda verdura do campo: “...os seus dentes são dentes de leão, e têm queixadas de um leão velho”. Na simbologia profética, isso significa “sua terrível capacidade de destruição, sua voracidade incessante e brutal”. A implicação desta figura é que os terríveis gafanhotos nascidos da fumaça, serão cruéis, selvagens e implacáveis no tormento que causarão aos homens sem Deus.

9. “E tinham couraça como couraças de ferro; e o ruído das suas asas
era como o ruído de carros, quando muitos cavalos correm ao combate”.


“...couraças como couraças de ferro, etc”. Temos aqui a sexta e a
sétima descrições dos gafanhotos. As suas ‘couraças” e o “ruído temível de suas
asas”:

I  (f) “Couraças como couraças de ferro”. Os temíveis animais tinham por assim dizer, couraças de ferro. Essas agentes infernais de torturas são imunes a qualquer destruição pessoal. No presente versículo, vemos o corpo escamoso dos gafanhotos comparado a uma couraça. O General filistino, Golias, trazia também em volta de si uma couraça “escameada” (1Sm 17.5). Aquele poderoso gigante era o maior homem do mundo. Ele, foi sem dúvida, um agente direto de Satanás como também, esses serão, porém, em grau supremo.

(g) “O ruído das suas asas”. Observemos aqui a seqüência do paralelismo tirado de Joel 2.5: “como o estrondo de carros sobre os cumes dos montes irão eles saltando; como ruído da chama de fogo que consome a pragana, como um povo poderoso, ordenado para o combate”. O Dr. Robertson (in loc) declara o que segue: “O quadro gráfico do avanço de exames de gafanhotos infernais e a total incapacidade de resistir a eles, é dado aqui, como o “som de carros”, de muitos cavalos que avançam para a guerra”. O tinido e o clangor das rodas dos carros e o sacolejar dos cavalos, são aqui personificados (cf. Jl 2.4).

10. “E tinham caudas semelhantes às dos escorpiões, e aguilhões nas
suas caudas; e o seu poder era para danificar os homens por cinco
meses”.


 “...tinham caudas... e aguilhões”. Encontramos aqui a oitava e nona
características dos gafanhotos. Nesta secção, o autor sagrado retorna às idéias
gerais segundo se descrevem dos versículos três e cinco deste capítulo:

I  (h) “Caudas semelhantes às dos escorpiões”. O texto em foco, nos faz lembrar de uma curiosidade interessante: “...Há uma espécie de gafanhotos, do nome científico “Acridium Lineola”, comumente vendidos nos mercados de Bagdá (Capital do Iraque), como alimento, que tem ferrões nas caudas”. Sendo porem, que aqueles, são ordinários; esses, porém infernais. Os naturalistas dizem-nos que o escorpião sacode a cauda constantemente a fim de atacar, e que o tormento causado por suas picadas é muito severo. Tudo isso, e mais ainda, será encontrado em grau supremo nos horripilantes animais contemplados por João.

(i) “Aguilhões nas suas caudas”. Na declaração de Jesus a Paulo no caminho de Damasco (At 9.5), o “aguilhões” representa uma força irresistível. A presente expressão proverbial, era também encontrada em diversos autores de diferentes culturas, sob uma ou outra forma. Tem sido encontrada nos escritos dos poetas gregos e até helenistas. Ela era tomada no sentido de representar uma força espiritual, uma força do mal; que só pode ser resistida por uma superior – O Espírito de Deus (cf. Lc 10.19). Num cômputo geral na apreciação de João sobre esses seres, observemos o que segue: (a) São gafanhotos, mas têm a malícia de escorpiões. (b) Avançam como soldados montados para a batalha. (c) Usam coroas. (d) Têm a semelhança de homens em seu rosto. (e) Há algo de feminino em sua aparência. (f) Em sua voracidade são quais leões.

11. “E tinham sobre si rei, o anjo do abismo; em hebraico era o seu
nome Abadom, e em grego Apoliom”. 

By google.

 
 “...o anjo do abismo”. O anjo do texto em foco é o próprio Satanás; ele é mencionado em sete livros do Antigo Testamento e em dezenove do Novo. Tem cerca de vinte e cinco nomes nas Escrituras: sua identidade é falsa. Ele é realmente chamado na poesia de “Rei dos Terrores” (Jó 18.14); no presente versículo, ele se apresenta novamente como sendo um “rei”. Nesta visão dos gafanhotos infernais, ele é chamado por dois nomes:

I (a) Abadom; (b) Apoliom: em ambas as línguas quer dizer “destruidor”. (aa) ABADOM. Abadom, é um termo hebraico que significa “destruição” ou “ruína”, conforme se vê em Jó 31.12. Algumas vezes é usado como equivalente da “morte”. A palavra é também usada para o lugar da destruição, sinônimo de Sheol ou mundo invisível dos mortos em (Jó 26.6; 28.22; Pv 15.11 e 27.20), e é usada para o próprio mundo dos mortos (em Jó 31.12; Sl 88.11). João traduz a palavra para o grego não para o termo equivalente, apoleia, “destruição”, mas por um particípio, apollyin, que significa “o destruidor”. (bb) APOLION. Apoliom, esse termo grego é cognato do Apollumi, verbo que significa “destruição”, e sua tradução em português acompanhou o sentido original de “destruição”. Seja como for, é essa a missão sombria do “anjo do abismo”: “Matar e destruir”. Ele é chamado de “o destruidor” porque do ponto de vista divino de observação é o que ele é! (cf. Jo 10.10).

12. “Passado é já um ai; eis que depois disso ainda dois ais”.

“...Ais  ”. O profeta Ezequiel, profeta do cativeiro, fala em seu livro de “...lamentações, e suspiros e ais” (cf. Ez 2.10). O primeiro “ai” é a quinta trombeta. O trecho de Ap 9.1-11 ocupa-se com a descrição desse primeiro “ai”. O segundo “ai” é o juízo da sexta trombeta, descrito em Ap 9.13-21 e o terceiro “ai” é o juízo da sétima trombeta, descrita em Ap 11.15-19. Durante o período da Grande Tribulação, os juízos de Deus ir-se-ão tornando progressivamente mais severos, procurando levar os homens ao arrependimento. Porém, os homens terão mergulhado nas densas trevas do mal. Por conseguinte, o curso inteiro das mais tremendas punições terá de sobrevir contra eles, até a plenitude dos tempos (o Milênio) que virá com o “refrigério” de Deus (At 3.19-21. Finalmente, isso trará uma “nova era”, o Milênio, como é anunciado no terceiro “ai” desta secção (11.15), porquanto purificará a terra, possibilitando a ocorrência da “Parousia” ou segundo advento de Cristo. Porquanto, os juízos divinos sempre têm um propósito disciplinador e restaurador, e não meramente vingativo.

13. “E tocou o sexto anjo a sua trombeta, e ouvi uma voz que vinha
das quatro pontas do altar de ouro, que estava diante de Deus”.


 “...do altar de ouro”. A sexta trombeta do texto em foco, é, pela ordem, o segundo “ai” desta série de três (ver 8.13 e 9.12). A poderosa voz para execução do mesmo, partiu do “Altar de ouro” que está diante de Deus. João não identificou a voz que falou, mas certamente foi a voz de Deus. “Os judeus supunham que o “Templo de Jerusalém” (ou, originalmente, a tenda armada no deserto) era apenas uma “cópia” de um “Templo Celeste”. Portanto, criam que as secções e itens do templo terreno tinham paralelos nos céus” (cf. Hb 8.5 e 9.23). Assim, temos também aqui o “altar” (havia o altar do holocausto e o altar do incenso no tabernáculo terrestre; o primeiro fora do lugar Santo, e segundo não muito distante do Véu diante do Santo dos Santos). Mui provavelmente havia apenas um, feito de “ouro” (tal como de “ouro” era o altar do incenso). Neste altar, ou altares, havia pontas ou “chifres” como é mencionado na passagem em foco. O sangue dos sacrifícios era ali passado, conforme se vê em Êx 29.12 e Lv 7.18. Quando alguém, era perseguido, se agarrava a esses chifres – aqui traduzidos por “ângulos” – dava a entender que fugia, já que aquele era um lugar ou local de refúgio (cf. 1Rs 2.28). Neste livro, também, o altar é considerado como um lugar de refúgio (cf. 6.9 e 7.15).

14. “A qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro
anjos, que presos juntos ao grande rio Eufrates”.


(VER A CONSUMAÇÃO DESTE FLAGELO EM APOCALIPSE 16.12, QUE DIZ:
“E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates...”).
“...o rio Eufrates”. Esse rio é mencionado por 21 vezes nas Escrituras. É chamado de “grande rio” por cinco vezes. Era a fronteira oriental, tal como o mar Mediterrâneo era as fronteira ocidental da herança de Deus, Israel. A partir de sua boca, podia ser navegado por pequenas embarcações por cerca de 1.900 quilômetros. Formava as fronteiras de Israel ao norte (cf. Gn 15.18; Dt 1.7 e Js 1.4). Assim o rio Eufrates servia de defesa natural à nação eleita contra o exército vindo do norte, especialmente da Assíria. Era conhecido dos antigos povos como “grande rio”, por ser o maior que se conhecia na área da Palestina. Em Ap 16.12 (o juízo da sexta taça), o rio Eufrates secará, permitindo que os exércitos chineses? (reis do Oriente) e seus satélites invadam a Terra Santa com 200.000.000 de cavaleiros, dando lugar à grande batalha do Armagedom.

15. “E foram soltos os quatro anjos, que estavam preparados para a
hora, e dia, e mês, e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens”.

By google.

 
“...hora, e dia, e mês, e ano”. Os intérpretes históricos procuram encaixar a frase: “hora, e dia, e mês, e ano” como já tendo se cumprido na seqüência do tempo. “Portanto, uma hora seriam quinze dias, um dia seria um ano (cf. Nm 34.14 e Ez 4.6), e um mês seriam trinta anos, enquanto que um ano, composto de 365 dias e mais um quarto, ou seja, noventa e um dias, porquanto o não secular, na realidade, consiste de 365 dias e ¼. Isso daria o grande total de 390 anos e 106 dias. Tais intérpretes, em seguida, tentam encontrar essa extensão de tempo na História, e pensam encontra-lo entre 1057 a 1453 d.C., ou seja, o tempo quando começou o império turco, até ao ano em que Constantinopla foi tomada por eles, o que pôs fim ao império romano do oriente”. Nós aceitamos que os últimos dias são os nossos dias. Isso expõe as razões para a interpretação “futurísticas” de Apocalipse; essa grande profecia, aqui contida, terá lugar no período sombrio da Grande Tribulação. A “hora”, e “dia”, e “mês”, e “ano” do presente texto marcarão exatamente uma contagem regressiva para a grande batalha do Armagedom (cf. 14.15, 17), etc.

16. “E o número dos exércitos dos cavaleiros era de duzentos milhões;
e ouvi o número deles”. 

By google.
 

 “...duzentos milhões”. O vasto exército referido nesta visão, é imenso! Torna impossíveis as interpretações históricas. Nem mesmo o total combinado de todos os exércitos turcos, através dos séculos, atingiu “duzentos milhões”. Duzentos milhões de cavaleiros, naqueles dias, ultrapassava qualquer possibilidade de um exército na terra; foi impossível João contá-los, ele “ouviu o número deles”. Cremos que essa visão de duzentos milhões de cavaleiros tenha um caráter prospectivo e aponta diretamente para o tempo do fim; sabemos ser isso hoje possível.

I  Baseados em Ap 16.12, cremos que a China e seus satélites são o princípio de formação dessa grande profecia. Para o vidente João, totalmente atônito ante o número imenso dos cavaleiros, faz uma pausa para falar diretamente a esse respeito. Literalmente, o grego diz: “dois dez mil de dez mil”, isto é, duzentos milhões. No presente texto, não é mencionado um exército de carros, mas de cavalos – cavalaria. Os quatro anjos prisioneiros a pouco assumem o comando invisível desse poderoso exército sombrio (9.14). Orientando-o tomar direção à Terra Santa, concentrando-se, logo a seguir, na grande planície que se estende do Jordão ao Mediterrâneo.

17. “E assim vi os cavalos nesta visão; e os que sobre eles cavalgavam
tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeça de leões; e de suas bocas saia fogo e fumo e enxofre”.

By google.
 
 “...fogo e fumo e enxofre”. Três substâncias nocivas (quando não controladas) à as’de humana. Esta trílice representação encontra-se também nas couraças dos cavaleiros. Isso exprime toda a incompreensibilidade das forças do mal: número espantoso (200.000.000), aspecto infernal e inumerável, estranha interioridade inconcebível, proveniente de suas bocas e letal para um terço da humanidade. A linguagem usada nos versículos (16 a 18) do presente capítulo, faz menção de exército da cavalaria (v.16), de couraça (v.18), de fogo, fumaça e enxofre como meios mortíferos, faz pensar em uma guerra moderna, embora sem participação atômica. Nas páginas da Bíblia, o cavalo aparece como animal de guerra, exceto Is 28.28. Os cavalos aqui descritos ainda são mais terríveis, porquanto possuem a natureza do leão. Outrossim, há cavaleiros de horrenda malignidade que os montam. Quem são eles? Cavalos ordinários? ou armas
modernas de artilharia?

I  A maior parte dos comentaristas se dividem na questão. Para alguns são cavalos literais; para outros, porém, são armas modernas de artilharia e, ainda outros opinam que são cavalos sobrenaturais. Observemos três pontos importantes sobre isso:
(a) Lendo as seguintes passagens (Pv 21.31; Zc 14.15; Ap 9.15; 9.14; 14.20;
19.18), leva-nos a pensar que são cavalos literais:

(b) Lendo passagens como (2Rs 2.11; 6.17; Ap 19.11, 14) e fazendo um paralelismo do significado do pensamento, leva-nos pensar que são cavalos sobrenaturais:

(c) Lendo passagens como (Ap 9.17-19; 16.13-14), leva-nos a pensar que não são cavalos literais e nem sobrenaturais e sim, armas modernas de guerra. Cremos que o Apóstolo João em sua visão futurística, faz menção, exatamente, às armas mais modernas usadas em seus dias: o cavalo que, na simbologia profética das Escrituras, represente para nós, as possíveis armas modernas da atualidade. Mas não é de admirar que, o Anticristo usará todos os meios concebíveis de seus dias e, mesmo que usando, suas armas modernas, possa contar, segundo se pensa, com um exército moderno de cavalaria para possíveis eventualidades (cf. 2Ts 2.9).

18. “Por estas três pregas foi morta a terça parte dos homens, isto é,
pelo fogo, pelo fumo, e pelo enxofre, que saia das suas bocas”.

By google.

 
“...que saia das suas bocas”. Segundo o Dr. Russell Norman Champrin, Ph, D, este versículo é uma descrição, em forma composta, dos elementos que já vimos mencionados. Esses três elementos, o fogo, a fumaça e o enxofre, aparecem todos no versículo anterior. O fato de que os homens serão mortos mediante esses elementos é antecipado no décimo quinto versículo desta secção, como também a porcentagem dos que serão mortos, a saber, um terço da humanidade. Voltemos àquilo que fora dito no versículo anterior; que tudo nos faz pensar em armas modernas. “Em nossos dias sabem que, os poderes do norte (Rússia), e os poderes do leste (China), estão preparando suas armas mortais para uma possível investida. O material mais usado na fabricação destas armas são aquelas já previsto pelas profecias: INFLMÁVEL (cf. Ez. 39.9-10). Uma descobertas holandeses, põem em foco a infalibilidade das profecias”. “Um material chamado “lingnostone” de invenção holandesa, está sendo usado pelo o BLOCO COMUNISTA DO NORTE E DO LESTE na fabricação de suas armas destruidoras. Esta substância é inflamável como nenhuma outra”. Os computadores já devem ter dado o sinal de “avançar” (para o uso das tais armas), o que não acontecera ainda apenas porque estão calculando as melhores maneiras de se fazer o ataque. Por isso, os cientistas atômicos estão dizendo que a hora histórica é dez para “meia noite”. Recentemente, porém, avançaram o relógio fatal para sete para a “meia noite”. Todas essas armas mortais, são, verdadeiras pragas que apontam para o tempo do fim.

19. “Porque o poder dos cavalos está na sua boca e nas suas caudas.
Porquanto as suas caudas são semelhantes a serpentes, e têm cabeças, e
com elas danificam”.


. “...o poder dos cavalos está na sua boca e nas suas caudas”.O número dos exércitos da cavalaria é surpreendente. É de “vinte mil vezes dez milhares”, ou duzentos milhões. O aspecto dos cavaleiros é aterrador. Atenção, no entanto, não se fixa tanto nos cavaleiros como nos cavalos. “Na mente dos judeus os cavalos trazem comumente uma idéia de terror”.

I A visão vista por João sobre estes “cavalos” compreende também os “cavaleiros”. Os cavaleiros parecem ser de pouca monta (importância) em relação aos cavalos, que causam maior terror; eles apavoram e destroem. A atribuição de caudas, como de serpentes, àqueles cavalos que sopravam fogo, os torna tremendamente grotescos. Podemos observar que nos versículos anteriores, “...os cavaleiros têm couraça de vermelho fogoso, azul fumegante e amarelo sulfúrico...”. São verdadeiras couraças que inspiram “cisma” e “extremo terror”. “Os adversários virão velozes como cavaleiros, fortes como leões, venenosos como as serpentes, a soprarem elementos que cegam e queimam com poder mortal. Temos aqui, portanto, força mortais, letais, poderosas, maliciosas e incansáveis, enviadas contra a humanidade, por causa de seus pecados e de seu mundanismo”.

II  “João vê agora todos os horrores da guerra. Em seus dias a cavalaria era uma força das mais terríveis, e ele vê esta em primeiro lugar. Mas enquanto olha, toma consciência de que estes não são “cavalos comuns” mas monstros estranhos que destroem com a fumaça que lhes sai da boca, e de outras bocas na “ponta das caudas” como as de serpentes. Não há dúvida de que oi permitido a João ver os instrumentos destruidores na forma de artilharia”. Mas tudo controlado, por poderes do mundo exterior.

20. “E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos, para não adorarem os demônios, e os ídolos de ouro, e de prata, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar”.

By google.

“...adorarem os demônios, e os ídolos”. O versículo em foco apresenta-
nos dois pontos distintos: demônios e ídolos:

I (a) Demônios. São seres espirituais do mundo tenebroso, assim chamados, em virtude de suas disposições hostis, opondo-se contra Deus e contra os homens. O Senhor Jesus, em seu imortal ensino, falou da existência deles. Os profetas do Antigo Testamento, e os escritores do Novo, comprovam a mesma realidade (cf. Lv 17.7; Sl 106.37; Mt 4.22; 8.16, 18, 33; 12.22; Mc 1.32; 5.15, 16, 18; Lc 6.18; 9.39; At 8.7; 16.16; 1Co 10.20; Tg 2.19; Ap 16.14). Entre os gregos tinha vários significados a palavra “demônios”; às vezes era considerado um deus, ou uma divindade no sentido geral; O gênio ou a fortuna; A alma de alguém que pertenceu a idade de ouro; E que se transformou em divindade tutelar. Um deus de categoria inferior. As Escrituras sempre focalizam os demônios, como seres imundos, violentos e maliciosos.

(b) Ídolos. Paulo diz que “o ídolo nada é no mundo” (1Co 8.4). Mas, em razão de ser cego, surdo e paralítico. Torna, como arma de Satanás, o homem cego, surdo, apático. O texto em foco, tem seu fundo histórico no Salmo 115, onde lemos: “Os ídolos deles (dos pagãos) são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca mas não falam; têm olhos, mas não vêem; Têm ouvidos, mas não ouvem; nariz têm, mas não cheiram. Têm mãos não apalpam, têm pés, mas não andam...” (vs. 4 a 7). Tememos o sábio conselho deste mesmo autor do Apocalipse: “Filhinhos, guardai- vos dos ídolos”. Amém.

21. “E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas
feitiçarias, nem da sua prostituição, nem das suas ladroíces”.

By google.

 
“...não se arrependeram”. Por incrível que pareça, o restante dos homens (isto é, que escaparam do segundo “ai”) não se arrependeram dos seus pecados: homicídios, feitiçarias, prostituições e ladroíces. Eles não reconheceram o fulminante castigo e correção como tendo vindo da parte de Deus; as praga deixam de produzir um efeito salutar no mundo que se opõe a Deus. Faraó, monarca egípcio, endureceu-se contra Deus, dez vezes (cf. Êx 7.13, 14, 22; 8.15, 19, 32; 9.7, 34, 35; 13.15) e dez vezes lemos que Deus o endureceu (cf. Êx 4.22; 7.3; 9.12; 10.1, 27; 11.10; 14.4, 8.17). Theodorett assim explica o caso: “O sol pelo seu calor torna a cena mole e o barro duro, endurecendo um e amolecendo o outro, produzindo pela mesma ação resultados contrários. Assim a longanimidade de Deus faz bem a alguns e mal a outros. Alguns são amolecidos e outros endurecidos”.

By google.

 
I É observado que a lista de vícios tem continuação aqui. Todos esses vícios se originam na idolatria pagã, conforme é sugerido no versículo anterior. A “idolatria” será aumentada em sua intensidade até aos “últimos dias” e ao surgir em cena o Anticristo, o homem do pecado, será revivida a “idolatria” da pior modalidade. Por meio do Anticristo, o próprio Satanás será adorado. Os homens com orgulho nos corações, adorarão ainda a Besta e o falso profeta de sua corte (cf. 13.4, 8, 12, 15; 19.20). 



By you tube.



Clique aqui para o próximo capítulo.


.